Hackers invadem aula online de escola particular em São Vicente e ameaçam alunos e professores
Por Gyovanna Soares em 16/07/2021 às 11:24
Hackers invadiram por diversas vezes aulas online de uma escola particular, em São Vicente, escrevendo palavrões, xingamentos, colocando conteúdos pornográficas, e chegando até a assediar e ameaçar alunos, professores e responsáveis dos estudantes.
A diretora da escola, que não quis se identificar, conta que tudo começou com uma invasão que mais parecia brincadeira, pois apenas falavam que a aula online era chata e iriam livrar os alunos disso. Porém, conseguiram entrar com o login dos professores, tendo acesso a qualquer ferramenta da plataforma, com isso, passaram a desligar as aulas repetidamente.
Foi então que a preocupação aumentou, pois em meio a pandemia a escola teve que suspender as aulas online por um tempo.
O colégio pediu apoio para pessoas especialistas no assunto, que trocaram todos os logins e senhas, entretanto, os suspeitos rapidamente conseguiram acesso a esses novos dados. Fazendo com que suspeitasse que poderia ser um vírus ou um aluno.
“Poderia ser um vírus pois tinham acesso a tudo de novo. Fizemos boletim de ocorrência e trocamos a plataforma de aulas. Mesmo assim, tentaram invadir a aula nesse novo sistema, somente em uma sala isso ocorreu, pois alguém desta sala passou o link, já que é diferente para cada sala de aula”, explica a diretora do colégio.
A suspeita de provavelmente ser um aluno aumentou, quando começaram a colocar, falas e citar a aparência de alguns professores. Caso realmente seja, o indivíduo será convidado a sair da escola, e se for menor de idade, os responsáveis deverão responder pelo crime.
“No começo achei engraçado porque era tranquilo, não tinha nada demais. Só que depois comecei a ficar com medo porque eles estavam falando várias besteiras, e passando dos limites.”, relata uma das estudantes do colégio.
Os hackers continuaram
Depois de todo o caos nas aulas online, criaram um perfil falso do colégio no Instagram, que foi criado logo após a mudança de plataforma, possivelmente sendo a mesma pessoa ou grupo que invadiu as aulas.
A escola então fez outro BO sobre esta situação, e denunciou o perfil, que rapidamente saiu do ar. A nova plataforma continua em avaliação, e as investigações já foram iniciadas na delegacia especializada de São Paulo.

