Acusado de envolvimento na morte de policial civil em São Vicente é morto em confronto com a PM
Por Santa Portal em 27/01/2026 às 20:00
Eduardo Henrique dos Santos, apontado como suspeito de envolvimento no assassinato de um policial civil ocorrido em 2023, de 19 anos, morreu após entrar em confronto com policiais militares na tarde de segunda-feira (26), no bairro Castelo, em Santos, no litoral de São Paulo.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), equipes da Polícia Militar realizavam diligências na região quando foram recebidas a tiros. Houve revide, e o suspeito acabou sendo atingido. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
A perícia foi acionada e as armas utilizadas pelos policiais, assim como a do suspeito, foram apreendidas. No local, também foram encontradas diversas porções de drogas, que passaram por recolhimento. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos como morte decorrente de intervenção policial e homicídio tentado.
Execução de policial civil em 2023
O quartanista de Medicina e papiloscopista Maurício Alves Vassão, de 31 anos, foi executado a tiros na manhã de 27 de janeiro de 2023, por volta das 6h30, em São Vicente. O crime aconteceu no Bar da Vilma, localizado na Avenida Penedo, nº 53, no bairro Catipoã.
Segundo a dona do comércio, o policial civil chegou ao local às 6 horas para beber cerveja. Ela disse que apagou as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento a pedido de um cliente.
Acionados para checar informações de que um provável policial civil havia sido baleado no bar, policiais militares se dirigiram ao local e se depararam com Maurício caído no chão com várias perfurações de balas. A dona do comércio contou que a vítima chegou em uma viatura, pediu uma cerveja e sentou-se a uma mesa no lado externo.
Ainda conforme a comerciante, ela já conhecia o agente público e recomendou que ele fosse embora, em razão da viatura, que o identificaria facilmente como policial. Maurício teria solicitado outra cerveja, de acordo com a dona do bar, alegando que logo mais sairia. Depois, a testemunha acrescentou que se dirigiu à cozinha e ouviu o barulho de disparos. Ao retornar para a frente do estabelecimento, ela se deparou com o policial baleado.
Um homem que consumia cerveja em outra mesa se dirigiu à comerciante e lhe “solicitou” que apagasse as imagens das câmeras. O pedido foi atendido, segundo a proprietária do bar, mas os equipamentos foram apreendidos e serão submetidos a perícia. O número de pessoas que participaram da execução ainda é desconhecido.
O Santa Portal apurou que um homem estava no comércio e saiu momentos após a chegada do papiloscopista. Não demorou muito, esse cliente retornou e, logo em seguida, surgiram os executores. Maurício atuava em um setor especializado na coleta e análise de impressões digitais, vinculado diretamente ao 6º Departamento Estadual de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-6).
Em virtude de cursar Medicina, o papiloscopista só realizava os seus plantões na Polícia Civil no período noturno para não prejudicar os estudos.
Desdobramentos
Um suspeito do crime foi preso no mesmo dia da execução. O criminoso teria pressionado a dona do estabelecimento onde Maurício foi assassinado a apagar as imagens das câmeras de monitoramento do estabelecimento comercial.
Já duas semanas depois, um homem, de 20 anos, morreu após trocar tiros com policiais militares enquanto estava em fuga na garupa de uma moto em São Vicente. Segundo a investigação, ele estava com duas armas roubadas de policiais quando atirou contra uma viatura. Uma delas pertencia ao policial civil baleado.