Mongaguá registra alta na construção de imóveis e prepara revisão da Lei de Uso do Solo

Por Santa Portal em 19/02/2026 às 06:00

Divulgação/Prefeitura de Mongaguá
Divulgação/Prefeitura de Mongaguá

A Unidade Gestora de Obras Particulares de Mongaguá, no litoral de São Paulo, finalizou o balanço anual de 2025, revelando um cenário positivo para o desenvolvimento urbano local. Ao todo, foram expedidos 322 alvarás de construção, o que representa um crescimento de 17,95% em comparação a 2024, quando 273 autorizações foram emitidas. Os números consolidam o aquecimento da construção civil em Mongaguá e refletem a confiança do setor imobiliário na cidade.

De acordo com o levantamento, a predominância de novas edificações continua sendo de casas unifamiliares. Essa tendência reafirma o perfil residencial característico do município, focado em moradias projetadas para uma única família em um mesmo terreno. No entanto, o balanço também aponta para o início de uma nova fase de expansão vertical.

O crescimento expressivo registrado nos últimos meses de 2025 é atribuído à nova postura da Prefeitura. De acordo com a admnistração municipal, a gestão estabeleceu um diálogo direto com profissionais da área e representantes imobiliários, promovendo orientações técnicas que agilizaram o trâmite dos processos.

“Observamos uma crescente iniciativa de imóveis verticalizados, o que é natural diante do adensamento das cidades do litoral. No entanto, Mongaguá ainda dispõe de áreas propícias para residências térreas, mantendo o equilíbrio no desenvolvimento urbano”, explicou Luís Paulo Telles, gestor do setor de Obras Particulares.

Revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo

Com o setor aquecido, a Administração Municipal já deu início ao processo de revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo. Esta medida abrirá um debate amplo com a sociedade e os construtores sobre como a cidade deve crescer nos próximos anos. Segundo Telles, ouvir o segmento é fundamental para analisar investimentos promissores e garantir que a expansão seja planejada.

A prefeita de Mongaguá, Cristina Wiazowski (PP), determinou que a criação desses novos mecanismos assegure uma expansão ordenada, unindo o estímulo à atividade econômica local à responsabilidade urbana. O objetivo é evitar o adensamento desordenado e garantir que a infraestrutura da cidade acompanhe o ritmo das novas construções.

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