Acidentes de trânsito caem 13% na Baixada Santista em março; Santos lidera quedas

Por Beatriz Pires em 21/04/2026 às 06:00

Reprodução/SV Mil Grau
Reprodução/SV Mil Grau

A Baixada Santista registrou, em março, o terceiro mês consecutivo de queda no número de acidentes de trânsito. Foram 415 ocorrências, uma redução de 13,18% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o setor contabilizou 478 sinistros. Os dados são do Infosiga, plataforma gerenciada pelo Detran-SP.

Santos e Praia Grande concentram ocorrências de acidentes na Baixada Santista

Santos registrou 106 casos e concentrou a maior parte dos acidentes da região, sendo quatro deles fatais. Em março do ano anterior, o município havia registrado 117 ocorrências, o que representa uma redução de 9,4%. Na sequência, Praia Grande aparece com 75 registros, queda de 8,54% em relação aos 82 contabilizados em 2025.

Apesar dos números positivos, especialistas alertam que o cenário ainda exige atenção. Segundo o engenheiro de trânsito Rafael Pedrosa, a queda pode não representar uma tendência consolidada, já que o aumento da frota e a sobrecarga do sistema viário continuam pressionando a mobilidade regional.

“Tendemos a ter um trânsito mais concorrido, com espaços disputados e, por consequência, um maior número de infrações e incidentes”, explica Pedrosa. O especialista destaca que os acidentes estão ligados à imprudência, mas também a problemas estruturais, como a falta de integração entre os municípios.

Quedas expressivas na região

Mongaguá apresentou a maior retração percentual da região. Em março de 2025, foram contabilizados 22 acidentes; em 2026, o número caiu para seis casos (queda de 72,73%), sem registros de óbitos. A redução também foi observada nos seguintes municípios:

  • Cubatão: caiu de 39 para 21 casos (-46,15%);
  • Bertioga: passou de 29 para 14 ocorrências (-51,72%);
  • Itanhaém: registrou 16 casos, queda de 27,27%;
  • Peruíbe: contabilizou 16 ocorrências, recuo de 11,11%.

Pedrosa reforça que a infraestrutura atual não comporta o volume de veículos, o que contribui para a sobrecarga das vias. “Não há uma harmonia entre as cidades, nem integração de sistemas, como semáforos inteligentes nas divisas. Isso impacta diretamente na fluidez e na segurança”, afirma.

Alta em Guarujá e São Vicente

Na contramão da tendência regional, duas cidades apresentaram aumento no número de ocorrências:

  • Guarujá: subiu de 75 para 86 casos (alta de 14,67%);
  • São Vicente: registrou 75 casos, sendo três fatais (eram 74 em 2025).

“O trânsito exige um senso de coletividade, mas o que vemos é o desrespeito às normas. Somado ao fluxo portuário e industrial, temos um cenário desafiador”, conclui o engenheiro. Como solução, ele aponta o investimento em tecnologias adaptativas, capazes de ajustar o tempo dos semáforos conforme o fluxo em tempo real.

CIDADES20252026PORCENTAGEM
Santos117106-9,4%
São Vicente7475+1,35%
Praia Grande8275-8,54%
Mongaguá226-72,73%
Itanhaém2216-27,27%
Peruibe1816-11,11%
Guarujá7586+14,67%
Bertioga2914-51,72%
Cubatão3921-46,15%
TOTAL478415-13,18%

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