Unisanta e Sabesp firmam parceria sobre a balneabilidade
Por Assecom/Unisanta em 21/02/2014 às 14:59
Como em algumas cidades européias, a Baixada Santista passará a ter um monitoramento da balneabilidade das praias mais seguro , graças à parceria assinada nesta sexta-feira (21/2) entre a Universidade Santa Cecília (Unisanta) e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP). “O monitoramento que vem sendo feito pela Cetesb e a prefeitura de Santos – e que vai continuar – será aperfeiçoado com dados científicos e ferramentas computacionais, a cargo do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas (NPH) da Unisanta”, afirmou o Diretor de Tecnologia, Empreendimentos e Meio Ambiente da SABESP, Eng. João Paulo Tavares Papa.
“Estamos aperfeiçoando o que já existe, indo além da legislação”, acrescentou Papa. Explicou que a balneabilidade das praias na costa brasileira é regulamentada pela legislação 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente, que prevê medições mais com fins estatísticos. São feitas uma coleta por semana de cada praia, seja qual for sua característica: desertas ou muito frequentadas, com correntes e fatores poluentes distintos, os parâmetros de medição e coleta são os mesmos.
Resultado: a presença de uma bandeira verde indicando praia limpa pode não corresponder à realidade do momento, ou vice-versa, a bandeira vermelha pode se referir à média dos dias em que foram feitas as medições, e a situação no outro dia ser diferente. Um dos fatores que gera mudanças é a ocorrência de chuvas muito fortes.
Parâmetros bacteriológicos
Com a parceria firmada nesta sexta-feira, pesquisadores do NPH introduzirão a análise de parâmetros microbiológicos para investigar a qualidade das águas, como a existência das bactérias Escherichia coli.coli e enterococos, que são indícios de contaminação por dejetos humanos. Outro diferencial é a adoção do Modelo Hidrodinâmico que permite visualizar, pelo computador, o comportamento das fontes poluentes no Estuário e na Baía de Santos.
Com esses recursos e as pesquisas, o NPH e a Sabesp poderão, no futuro, ter instrumentos para prever a chegada de poluentes nas praias, e por quanto tempo. Serão pesquisadas “fontes pontuais e difusas da poluição” e “a eficácia do Programa Onda Limpa”, entre outros objetivos.
A reitora da Unisanta, Sílvia Teixeira Penteado, lembrou que a preocupação da Universidade com o meio ambiente e o trabalho conjunto com a Sabesp e a Cetesb datam de mais de 20 anos, quando poucos falavam em ecologia. “Este é um casamento perfeito entre o conhecimento da comunidade científica e empresas com a Sabesp”, declarou a presidente, Lúcia Maria Teixeira Furlani. Assinaram o documento, pela Unisanta, a reitora, Sílvia Teixeira Penteado, a presidente, Lúcia Maria Teixeira Furlani e o Pró-Reitor Administrativo, Marcelo Teixeira.
Em uma segunda fase, a Sabesp e a Unisanta “poderão implantar um sistema de monitoramento da qualidade das águas das praias da cidade de Santos, das águas estuarinas, dos sete canais de drenagem afluentes às praias e dos principais e mais representativos corpos d’água contribuintes ao estuário e baía de Santos, tendo em vista os principais parâmetros que intervêm na qualidade microbiológica das águas”.
Serão avaliadas as possibilidades de se implantar um sistema de informação que considere os eventos de abertura e fechamento de comportas da rede drenagem existente, e de se implementar um modelo hidrológico para a bacia de drenagem do estuário de Santos.
Situações críticas
A Sabesp e a Unisanta discutirão em conjunto procedimentos que futuramente possam ser adotados para enfrentar situações críticas, como chuvas intensas, vazamentos acidentais de esgotos, etc, bem como a adoção de tecnologias de ponta disponíveis e sua viabilidade para o “Monitoramento em Tempo Real” das praias.
Quanto ao controle atual dos poluentes que chegam às praias, as estações de pré-condicionamento e os emissários são considerados satisfatórios, segundo a Sabesp. Estão sendo removidos de 50 a 60% dos resíduos sólidos, antes do despejo mar, quando a legislação exige 20%. “O que pretendemos fazer é aperfeiçoar o que já existe. A Sabesp investirá, até 2018, R$ 4 bilhões e 300 milhões em coleta e tratamento de esgotos. Temos excelentes laboratórios e pessoal qualificado. Estamos hoje dando um salto significativo ao fazer a parceira com a Unisanta, somando esforços, aprimorando o que já existe”, concluiu Tavares Papa.
Estavam presentes o superintendente da Sabesp na Baixada Santista, João Cesar Queiroz Prado, o gerente de Divisão, Renato Cruz, a coordenadora do NPH da Unisanta, Alexandra Sampaio e diretores das faculdades da Instituição.