Servidores municipais de Santos realizam hoje ato em frente ao Paço Municipal
Por #Santaportal em 02/02/2016 às 10:24
SERVIDORES – Após rejeitarem a proposta do governo municipal, de 10,67% de reajuste, os servidores públicos municipais decidiram realizarhoje, um ato na Praça Mauá, em frente ao Paço Municipal. O ato acontece às 11 horas. Também hoje, às 15 horas, acontece mais uma rodada de negociações entre o Sindicato dos Servidores (Sindserv) e o Secretário de Gestão de Santos, Fábio Ferraz.
Às 19 horas acontece uma assembleia dos servidores no Sindicato dos Metalúrgicos (Av. Ana Costa, 55).
Aumento real
A categoria entende que há margem para um reajuste com aumento real porque acredita que não houve queda na arrecadação e sim uma menor arrecadação em relação à expectativa de receita para o ano.
Os servidores também não crêem na justificativa da Prefeitura de que já foi atingido o Limite Prudencial fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, de 51,3%. Creditam a conta que para eles é equivocada pela inclusão, no cálculo, das despesas com a Capep Saúde, que de acordo com o sindicato são despesas assistenciais e não de caráter remuneratório.
O Governo admitiu o erro, retirou o montante da Capep na conta e agora divulgou, no Diário Oficial da última sexta-feira (29), que os gastos com funcionalismo correspondem a 46,89%. “Essa diferença significa R$ 51 milhões a mais livres para melhorar o percentual de reajuste esse ano, uma margem considerável para conceder um aumento real”, afirma o vice presidente do SINDSERV, Cássio Canhoto.
Também na pauta
Na pauta de reivindicações apresentada pelos servidores, além do aumento real ao funcionalismo, constam a correção de outros benefícios, como o auxílio alimentação e da cesta básica e aumento também no repasse da Prefeitura à Capep Saúde.
Os servidores também sugerem uma série de medidas de contenção de despesas, como a fusão entre algumas secreterias e a extinção de 100 cargos de livre provimento de diversas secretarias municipais.
Pedem ainda a imediata abertura de concurso público para todas as áreas com falta de pessoal e a revogação de leis que permitem o que consideram a terceirização de serviços públicos por meio de Organizações Sociais.