Santos estabelece novo comitê para agir de forma integrada contra a dengue

Por Santa Portal em 01/01/2026 às 07:00

Isabela Carrari/Arquivo Prefeitura de Santos
Isabela Carrari/Arquivo Prefeitura de Santos

O ano de 2026 promete avanços no combate à dengue com a nova composição do Comitê Municipal de Mobilização em Santos, no litoral de São Paulo, ampliando desta forma o cerco ao mosquito transmissor, dando voz aos representantes acadêmicos, do mercado imobiliário, da construção civil, do Porto de Santos e da sociedade civil organizada.

Esse novo comitê será liderado pelo gabinete do prefeito com assessoria técnica da Secretaria de Saúde e que reúne representantes de outras pastas, todas as universidades com sede no município, conselhos, sindicatos, Autoridade Portuária e clubes de servir. A primeira reunião está prevista para o dia 14.

A nomeação dos novos membros do comitê foi publicada no Diário Oficial de Santos no último dia 17.

“Todas as instituições que fazem parte do comitê são estratégicas para o enfrentamento à dengue. A Secretaria de Saúde mantém há anos uma boa interlocução e ações conjuntas com vários destes entes, como a Autoridade Portuária e o mercado imobiliário e entendemos que o comitê proporciona uma melhor avaliação situacional e ações mais integradas, dentro do que cada um possa contribuir em sua área de atuação”, explicou o Secretário de Saúde de Santos, Fábio Lopez.

A nova vacina contra a dengue que chegará no início do ano de 2026 promete diminuir gradativamente a quantidade de casos da doença, mas será destinada a pessoas de 15 a 59 anos. A vacina já disponível no SUS aos jovens de 10 a 14 anos também continuará.

Combater o mosquito Aedes aegypti continuará a ser prioridade, até porque ele transmite outras doenças, como a chikungunya, que continua em circulação em Santos e a zika, cujo último caso no Município foi registrado em 2019.

“Nosso foco principal será sempre eliminar situações que possam favorecer a proliferação do mosquito. Quando a infestação diminui, o risco de contágio também cai”, explicou Ana Paula Valeiras, diretora de Vigilância em Saúde de Santos.

Em 2025, Santos registrou 4.770 casos de dengue, com 5 mortes, e 412 casos de chikungunya.

Estratégias de enfrentamento permanentes em Santos

  • Casa a Casa – programa de visitação de rotina aos imóveis
  • Mutirão – varredura realizada semanalmente em algum bairro da Cidade
  • Visitas aos imóveis especiais e pontos estratégicos – locais visitados mensalmente ou quinzenalmente, a depender da necessidade. Imóveis especiais: grande circulação de pessoas – escolas, hotéis, shopping centers. Pontos estratégicos: mais risco de criadouros – borracharias, oficinas, ferros-velhos, cemitérios, obras 
  • Nebulização – aplicação de inseticida no entorno da residência de pessoa infectada para combater o mosquito já na fase adulta, quando está transmitindo as doenças 
  • Armadilhas – Santos possui 481 armadilhas distribuídas por toda a Cidade, monitoradas semanalmente, que mostram o índice de infestação de mosquito no local 
  • Acompanhamento epidemiológico – notificação e investigação de todos os casos de doenças transmitidas pelo Aedes pela Vigilância Epidemiológica 
  • Atividades Educativas – atividades educativas nas ruas, escolas, palestras em empresas e instituições, pedágios em diferentes pontos da Cidade, participação em eventos, estandes temáticos e reuniões em condomínios 
  • Monitoramento com drones em locais de difícil acesso 
  • Formação de equipes de brigada contra o mosquito Aedes aegypti em escolas municipais e estaduais 
  • Atendimento a denúncias – feitas na Ouvidoria Municipal pelo telefone 162 ou pelo site
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