Com haste quebrada na tíbia, homem pede antecipação de consulta para marcar retirada de parafuso

Por #Santaportal em 18/09/2020 às 16:25

SANTOS – O marceneiro Luis Fernando Lourenço Manenti, de 29 anos, vive a angústia de ter uma haste quebrada na sua tíbia. Ele precisa de uma cirurgia para a remoção do parafuso, porém ele só conseguiu uma consulta para o dia 6 de outubro, na UPA da Zona Noroeste, em Santos. Somente após essa consulta, ele poderá operar.

“Há três anos passei por uma cirurgia para colocar a haste intramedular na tíbia. Por algum motivo, um dos meus parafusos quebrou. Na quinta-feira após um monte de informações desencontradas fui até a Santa Casa (onde fez a cirurgia para a colocação da haste) onde descobri que a UPA mesmo podia dar o papel e não a Santa Casa. Consegui o papel após voltar para a UPA e conversar com o atendimento e a diretoria. Mas só vou conseguir o atendimento no dia 6 de outubro”, disse.

Preocupado, Luis Fernando acredita que a UPA poderia resolver a situação de uma maneira mais rápida, tendo em vista a gravidade do problema. “Fui até a UPA para conseguir atendimento por conta da dor e, também, conseguir um papel para ir até a AMBESP passar por um especialista em ortopedia para só aí poder fazer uma cirurgia de remoção do parafuso. Estou preocupado porque a região está inchada, dá a impressão de que o corpo está expelindo o parafuso. Mas eles não disseram nada, além de dizer que só tinham essa data porque a agenda está cheia”, afirmou.

O marceneiro tem convivido com dores diárias, que o impedem até mesmo de trabalhar. “Dói bastante, o tempo todo. Não tenho outros sintomas, mas a dor é grande. É frustrante e cansativo, fico preocupado sem uma solução para esse problema. E, ainda por cima, não consigo trabalhar”, concluiu.

O #Santaportal entrou em contato com a Prefeitura de Santos que, por meio de nota, destaca que a UPA da Zona Noroeste esclarece que o paciente deu entrada no dia 17 de setembro, recebendo toda a assistência necessária ao seu caso, contando com avaliação das equipes de clínica médica e ortopedia. Após tais avaliações, foi identificado que o caso poderia ser de segmento ambulatorial, considerando que a queixa principal se trata de um atendimento pós-operatório tardio, de três anos.

Sendo assim, foi agendado atendimento ao paciente no Ambulatório de Especialidades (Ambesp) para o dia 06 de outubro, às 13h, lembrando que os pacientes são devidamente orientados a retornarem ao serviço de origem em caso de necessidade, para a realização dos devidos atendimentos.

De acordo com a Administração Municipal, é importante esclarecer ainda que a UPA não tem habilitação para realizar qualquer procedimento cirúrgico. Estes procedimentos são realizados na atenção terciária.

A reportagem entrou em contato com a Santa Casa de Santos que, por meio de sua assessoria de comunicação, informa que o paciente não foi atendido no hospital, e que os atendimentos pelo SUS são regulados pelo Central de Regulação de Vagas do município.

 

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Reprodução/Arquivo Pessoal

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