Atendendo a pedidos de pais, a inclusão escolar em Santos terá atendimento híbrido

Por #Santaportal em 07/01/2021 às 08:18

SANTOS – A Prefeitura de Santos anunciou na última quarta-feira que a mediação de inclusão em sala de aula passará a ser híbrida. A mudança será feita para atender pedidos das famílias de alunos com deficiência e/ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) e da comunidade escolar da rede municipal de ensino santista.

Atualmente, são 1.108 alunos que necessitam desse atendimento. Um grupo será atendido por professores da rede municipal e outro pelos PAEIs.

Assim como antes, o trabalho continuará sendo exercido por professores da rede. No entanto, agora haverá a participação de profissionais que possuam, no mínimo, Magistério, sendo denominado Profissional de Apoio Escolar Inclusivo (PAEI), que será selecionado via Organizações da Sociedade Civil (OSCs) da área da Educação.

O mediador auxilia nas atividades escolares em geral, propostas pelo professor regente de classe e com orientação do professor de atendimento educacional especializado (AEE). É ainda um facilitador na comunicação e linguagem, nas atividades e/ou brincadeiras escolares, bem como em relação à higiene, à mastigação de alimentos, à ingestão de líquidos e ao bem-estar geral do aluno.

O edital de chamamento para OSCs interessadas em apresentar propostas para mediação será publicado no Diário Oficial nos próximos dias, assim como portaria que regulamentará o mesmo trabalho desenvolvido pelos professores da rede.

Mudanças à vista

Em 2020, atuaram como mediadores de inclusão 454 profissionais, sendo 405 professores em sala de aula em período regular e no contraturno atuavam como mediadores; 7 estagiários do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e 42 educadores voluntários do programa Escola Total. 

A prefeitura também anunciou que a partir de maio de 2021, a figura do educador voluntário será extinta e os contratos de estágio também. Além disso, os professores da rede precisam aderir à iniciativa, após a Secretaria de Educação abrir inscrição para a procura desses profissionais disponíveis. “Isso gerava muita insegurança. Para atender os anseios dos pais e da comunidade escolar, o prefeito Rogério Santos decidiu pelo modelo híbrido”, disse a secretária de Educação, Cristina Barletta.  

 

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