Acusado de matar mulher e tentar forjar suicídio em Santos é condenado a 27 anos de prisão
Por Santa Portal em 14/05/2026 às 10:00
Emílio Carlos Alves Ramos, acusado de matar a companheira Camila Indame Ramos e tentar simular um suicídio, foi condenado a 27 anos de prisão após júri popular realizado em Santos, no litoral de São Paulo, nesta quarta-feira (14).
Segundo apurado pela Santa Cecília TV, o julgamento foi finalizado durante a madrugada. De acordo com o advogado de Emílio Carlos, Eugênio Malavasi, Emilio foi condenado a 25 anos por homicídio com qualificadora de feminicídio e dois anos por fraude processual.
“A defesa não se conforma com a decisão dos jurados que optaram pela tese acusatória. O recurso de apelação já foi interposto”, disse o advogado.
O crime
Camila foi encontrada morta em 16 de abril de 2022 no apartamento onde vivia com o companheiro, na Avenida Ana Costa, no bairro Vila Mathias. Na ocasião, o homem afirmou à polícia que encontrou a esposa caída no chão da sala, com um pano enrolado no pescoço e disse ter tentado reanimá-la antes de acionar o socorro.
As investigações policiais, porém, apontaram contradições na versão apresentada pelo suspeito. Segundo a Polícia Civil, laudos periciais e necroscópicos indicaram que a vítima não tinha condições físicas de provocar a própria morte por asfixia mecânica. Os investigadores também concluíram que o pano encontrado no pescoço de Camila não seria suficiente para causar o estrangulamento.
Ainda de acordo com a investigação, o local do crime teria sido alterado antes da chegada da polícia em uma tentativa de simular suicídio. Diante das provas reunidas, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária do suspeito, que foi detido em maio de 2022 no bairro Marapé. Ele foi indiciado por feminicídio e fraude processual.
O acusado chegou a ser solto em maio de 2024 após decisão judicial que considerou não haver risco de fuga nem ameaça às testemunhas. No entanto, voltou à prisão uma semana depois, após recurso do Ministério Público, que alegou periculosidade do réu.