Furtos e roubos de celulares caem na Baixada Santista, mas insegurança preocupa moradores

Por Beatriz Pires em 10/05/2026 às 12:00

Reprodução/ Pixabay
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O número de furtos e roubos de celulares caiu em todos os municípios da Baixada Santista, mas moradores ainda convivem com a sensação de insegurança. No primeiro trimestre do ano, a região registrou 3.835 ocorrências, redução de 25,33% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 5.136 casos. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP).

Mesmo com a queda, a média ainda preocupa: são cerca de 42 ocorrências por dia na Baixada Santista. A região concentrou 4,50% dos roubos e furtos de celulares registrados em todo o Estado de São Paulo, que acumulou 85.175 casos no período.

Queda nas nove cidades

Cubatão apresentou a maior redução proporcional da região. O município registrou 123 ocorrências no primeiro trimestre de 2026, contra 245 no mesmo período do ano anterior, queda de 49,8%.

Bertioga também contabilizou 123 boletins de ocorrência e aparece entre as cidades com menor número de registros. Em 2025, haviam sido 171 casos, redução de 28,07%.

Praia Grande voltou a liderar o ranking regional de furtos e roubos de celulares, concentrando 26,65% dos casos registrados na Baixada Santista. Ao todo, foram 1.022 ocorrências entre janeiro e março deste ano. Apesar disso, o município registrou queda de 17,25% em relação ao mesmo período de 2025, quando contabilizou 1.235 casos.

São Vicente, terceira cidade com maior número de registros na região, apresentou uma das reduções mais expressivas. O município passou de 1.090 ocorrências em 2025 para 614 em 2026, queda de 43,67%.

Outras cidades também registraram retração nos índices:

  • Guarujá: de 647 para 557 casos (-13,91%);
  • Mongaguá: de 267 para 184 (-31,09%);
  • Peruíbe: de 186 para 152 (-18,28%);
  • Itanhaém: de 332 para 312 (-6,02%).

Apesar da redução de 22,33%, Santos passou a ocupar a segunda posição no ranking regional de ocorrências. Foram registrados 748 casos no primeiro trimestre deste ano, contra 963 no mesmo período de 2025.

CIDADES20262025PORCENTAGEM
Santos748963-22,33%
São Vicente6141.090-43,67%
Praia Grande1.0221.235-17,25%
Mongaguá184267-31,09%
Itanhaém312332-6,02%
Peruibe152186-18,28%
Guarujá55764713,91%
Bertioga12317128,07%
Cubatão123245 49.8%
Total3.8355.13625,33%

Sensação de insegurança permanece

Mesmo com a queda nos números, moradores relatam que a sensação de insegurança permanece presente na rotina.

Uma vendedora de uma loja no Gonzaga, que preferiu não se identificar, contou que teve o celular corporativo furtado dentro do estabelecimento em março. Segundo ela, o aparelho estava sobre o balcão quando um homem, aparentando ter cerca de 70 anos, entrou na loja.

Enquanto a funcionária finalizava um atendimento, o suspeito afirmou que buscaria a carteira no carro e deixou o local. Cerca de uma hora e meia depois, os funcionários perceberam o desaparecimento do celular.

“A gente se sente invadido, mas também vem um sentimento de culpa e raiva. Ficamos receosos com qualquer pessoa que entra para comprar e não conhecemos”, relata a vítima.

Uma moradora do Macuco também relatou ter sido vítima de roubo no mês de março. Segundo ela, estava dentro do carro, em frente à garagem do prédio, conversando com a mãe, quando foi abordada por três criminosos em bicicletas.

Um dos suspeitos afirmou estar armado e ameaçou as vítimas. Além do celular, os criminosos levaram a chave do carro e a aliança da mãe da vítima. O caso foi um dos 267 registrados no mês de março na região.

“Fiquei completamente abalada. Como foi recente, ainda não consigo sair na rua sem sentir meu coração acelerar. Não sinto segurança para chegar em casa à noite ou ficar sozinha. Coloquei seguro em todos os meus itens, mas o psicológico ainda não consegue acalmar”, afirma.

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