Após reunião realizada na tarde desta quinta-feira (10) na Prefeitura de Santos entre os representantes dos caminhoneiros do Porto de Santos e autoridades, foi suspensa a greve da categoria, que havia iniciado na manhã desta quinta. A previsão anterior era de que a paralisação durasse até a manhã de sexta-feira (11).





A reivindicação da categoria era que os caminhoneiros que atuam no Porto de Santos fossem vacinados contra a covid-19, assim como outros funcionários que atuam no cais. 





O presidente da Santos Port Authority (SPA), Fernando Biral, afirma que levará ao Ministério da Infraestrutura, em Brasília, onde estará em agenda nesta sexta-feira (11), o pedido daqueles profissionais para que sejam incluídos na próxima fase de vacinação.  





Não foram verificados, durante a paralisação, quaisquer problemas ou manifestações dentro da área do Porto Organizado de Santos. Houve, no entanto, interrupções momentâneas em cinco embarcações atracadas na margem direita do Porto (Santos) que dependem de descarga direta (caminhões).





Pedidos da categoria





Os caminhoneiros autônomos que atuam no Porto de Santos entraram em greve nesta quinta-feira (10). Segundo o diretor do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos (Sindicam), a categoria não ter sido incluída no plano de vacinação contra a covid-19 dos portuários, que começou no último dia 1º, motivou a manifestação. 





Entraram para o grupo prioritário da vacinação trabalhadores avulsos, operadores portuários e trabalhadores da Autoridade Portuária.





Nesta quarta-feira (9), a Santos Port Authority (SPA) reuniu-se com os representantes da categoria, o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), e as prefeituras de Santos e Guarujá.





Segundo o diretor do Sindicam, a entidade pediu que a greve não fosse feita, pois a SPA havia se comprometido a fazer uma reivindicação ao Governo Federal. O plano é repriorizar os caminhoneiros autônomos no Plano Nacional de Imunização (PNI), o que foi confirmado pela SPA. 





Impacto no Porto





Em nota, o Sopesp declarou que entende a reivindicação dos caminhoneiros e tem consciência do grande impacto que uma paralisação poderia causar. "O Sopesp apoia a vacinação para todos os brasileiros e acredita que o melhor caminho é o diálogo entre a categoria e o Ministério da Infraestrutura."





A situação no local foi pacífica, e de acordo com o diretor do Sindicam, não houve nenhum bloqueio de passagem. Porém, a SPA diz que as operações em cinco embarcações atracadas na margem direita do Porto (Santos) foram interrompidas, e que elas dependem de descarga direto de caminhões.





Governo de São Paulo





Em nota, São Paulo informou que mantém o compromisso de vacinar todos, mas para isso depende que o PNI disponibilize mais doses.





"Mesmo diante da escassez de doses imposta ao Brasil e a São Paulo pelo órgão federal, o Estado já aplicou mais de 18,7 milhões de doses, sendo que 12,82% da população tem o esquema vacinal completo, ou seja, duas doses da vacina. Além disso, o Estado anunciou ontem a antecipação de 15 dias para vacinação geral contra o coronavírus para todos os públicos fora dos grupos prioritários".