Conflito entre Estados Unidos e Irã não afeta linhas que atendem o Porto de Santos

Por Santa Portal em 02/03/2026 às 20:00

Divulgação/APS
Divulgação/APS

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que acompanha com atenção a evolução do cenário no Oriente Médio, mas, até o momento, não há qualquer indicação de impacto direto do conflito entre Estados Unidos e Irã nas rotas marítimas que operam no Porto de Santos.

Segundo a Diretoria de Operações, as principais linhas que atendem o Brasil não dependem diretamente das áreas mais sensíveis do conflito, o que reduz o risco imediato de interferência nas escalas e no fluxo de cargas.

Ainda assim, a equipe técnica mantém monitoramento constante da situação internacional. A APS destaca que a logística marítima é global e altamente integrada, o que significa que tensões regionais podem provocar efeitos indiretos, como ajustes de rotas, reprogramações operacionais ou impactos na cadeia de suprimentos. Em cenários de guerra, pondera a autoridade, é difícil prever todos os desdobramentos, mesmo a grandes distâncias geográficas.

A Autoridade Portuária também mantém diálogo permanente com operadores privados, armadores e demais integrantes da comunidade portuária. Até agora, não houve registro de qualquer comprometimento das operações no complexo santista em virtude do conflito entre Estados Unidos e Irã.

“Não há indicação de alteração nas escalas ou comprometimento das operações no porto em função desse cenário. O Porto de Santos é resiliente justamente por ter muitas conexões e alternativas para atender seus cerca de 600 locais de destino”, afirmou o presidente da APS, Anderson Pomini.

Guerra se espalha no Oriente Médio

A entrada do Hezbollah ampliou o caráter regional da guerra movida por Estados Unidos e Israel contra o Irã desde o sábado (28). Nesta segunda-feira (2), Tel Aviv prometeu “ir até o fim até remover a ameaça existencial”, manteve ataques ao Líbano e reforçou sua fronteira norte, além de jurar de morte o líder do grupo extremista libanês.

A violência escalou em todas as frentes da guerra. Houve renovados bombardeios ao Irã, que já conta 555 mortes, o Kuwait foi alvo de ataques intensos de Teerã, uma refinaria saudita teve de fechar após pegar fogo ao ser atingida e um drone iraniano atingiu uma distante base britânica no Mediterrâneo.

O presidente Donald Trump e o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, lançaram o ataque mirando a derrubada do regime em Teerã, sob a alegação de que as negociações para evitar que os aiatolás desenvolvessem a bomba nuclear não chegaram a lugar algum.

O agravamento da guerra foi marcado pelo ataque promovido nesta madrugada (noite de domingo, 1º), pelo Hezbollah. Foram lançados foguetes e drones contar o norte de Israel, que reagiu com um amplo bombardeio em todo o território libanês, que deixou ao menos 52 mortos.

Nesta manhã, o Exército de Israel anunciou o envio de forças ao norte, mas disse descartar uma nova invasão terrestre. O país ocupou pela última vez o sul do vizinho na guerra com o Hezbollah, que apoiava outro aliado do Irã, o grupo terrorista palestino Hamas, na esteira do atentado de 7 de outubro de 2023 ao Estado judeu.

*Com informações da Folha Press

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