29/06/2018

Polícia diz que bebê encontrado em lixeira morreu após ser arremessado do 6º andar

Por Rodrigo Martins/#Santaportal em 29/06/2018 às 17:12

SANTOS – O delegado responsável pelo caso da recém-nascida encontrada morta ontem (28) em uma lixeira, Renato Mazagão Júnior, concedeu uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (29) onde esclareceu alguns detalhes do crime. Segundo Mazagão, o bebê foi jogado do sexto andar de um prédio na Rua Bahia, no Gonzaga, em Santos.

“O corpo foi caindo do sexto andar até chegar à lixeira”, disse o delegado, esclarecendo que a vítima foi arremessada no depósito de lixo no edifício onde os pais da criança moravam. “Quem levou (o bebê) para a calçada foi a faxineira do prédio. A criança morreu por causa de um traumatismo craniano, causado pela queda. Também existiam ferimentos no pescoço dela”, acrescentou.

Renato Mazagão ainda explicou que a recém-nascida nasceu com parto normal em casa, no banheiro do apartamento onde a mãe e o pai dela moram. O delegado contou que a mãe tentou furar a garganta do bebê com uma ferramenta e depois tentou asfixiar com um elástico de cabelo, mas como a criança resistiu, ela resolveu descartar a vítima arremessando a recém-nascida do duto de lixo localizado no sexto andar do prédio onde o casal reside.

O delegado revelou que o bebê ainda estava com vida quando foi colocado dentro de um saco preto e jogado no fosso de lixo do edifício. O Setor de Homicídios da Delegacia Especializada Antissequestro de Santos (Deas) informou ainda que uma nota fiscal de um estabelecimento comercial ajudou a identificar o casal suspeito. O documento foi a principal pista para elucidar o crime.

O casal, que segundo o delegado não se relaciona mais, apesar de morar junto, é de Ribeirão Preto e há três anos se mudou para Santos. A mãe, Ana Carolina Moraes da Silva, e o pai da recém-nascida, Guilherme Bronhara Martinez Garcia, ambos de 29 anos, moram em um prédio na esquina das ruas Bahia e Tolentino Filgueiras, no próprio Gonzaga.

A mulher, que é dona de casa, deve responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ela foi encaminhada para a Cadeia Pública de São Vicente. Já o seu marido, que de acordo com Mazagão foi identificado com a ajuda das câmeras de monitoramento da região, deve responder por favorecimento pessoal. Ele foi levado para a cadeia anexa ao 5º Distrito Policial de Santos, após não pagar a fiança de R$ 100 mil arbitrada pelo delegado responsável pelo caso.

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Yonny Furukawa/Santa Cecília TV

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