10/05/2021

Quase 300 palestinos ficam feridos em confrontos em Jerusalém

Por ANSA em 10/05/2021 às 10:55

MUNDO – Uma nova escalada de confrontos e tensão entre palestinos e a polícia israelense deixou ao menos 278 feridos nesta segunda-feira (10) em Jerusalém, informou a Cruz Vermelha. O principal ponto de conflito fica na Esplanada das Mesquitas (ou Monte do Templo), considerado sagrado para muçulmanos e judeus.

Ainda conforme dados da entidade, ao menos 30 foram feridos por balas de borracha da polícia, 205 foram hospitalizados e cinco estão em estado grave.

Os confrontos se intensificaram desde a última sexta-feira (7), a última sexta do Ramadã – o mês sagrado para os muçulmanos.

Após as orações, os palestinos protestaram sobre a retirada de comunidades do bairro de Sheikh Jarrah, localizado em Jerusalém Oriental, área que é reivindicada como futura capital de uma nação palestina. Israel não reconhece a divisão, contrariando acordos internacionais, e constantemente cria assentamentos para seus agricultores e pastores na área.

Desde então, a quantidade diária de feridos está na casa das centenas e a comunidade internacional vem manifestando preocupação com as ações.

Nesta segunda-feira, é ainda comemorado o Dia de Jerusalém e, para evitar ainda mais confusão, a polícia israelense vetou a entrada dos judeus no local. “As forças policiais e de fronteira estão agora empenhadas em parar a violência no Monte do Templo e em outras áreas da Cidade Velha. […] Não permitiremos que extremistas danifiquem a segurança pública”, disse em nota oficial o chefe da polícia israelense, Kobi Shabtai.

Por sua vez, um dos expoentes da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Hussein al-Sheikh, afirmou que o que Israel faz é “uma agressão criminosa” e que a “ANP está avaliando todas as possibilidades para responder a essa agressão contra os locais santos e os moradores”.

Já o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, disse que as imagens divulgadas na mídia mundial “são distorcidas e falsificam a situação” e que não houve violência contra civis. Para o primeiro-ministro, “essa é uma luta secular entre tolerância e intolerância, entre a violência selvagem e a manutenção da ordem e da lei”.

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