Fuga de Carlos Ghosn aconteceu após Nissan interromper monitoramento
Por #Santaportal em 05/01/2020 às 11:02
MUNDO – A fuga do brasileiro Carlos Ghosn de sua casa, em Tóquio, aconteceu depois da companhia de segurança privada contratada pela Renault-Nissan, da qual foi presidente, suspender o monitoramento via câmeras em 29 de dezembro, de acordo com informações de três fontes à Reuters. Ele cumpria prisão domiciliar e aguardava julgamento sob acusação de má conduta financeira.
A última imagem gravada de Ghosn no local é justamente dessa data, por volta de meio-dia, quando ele sai da casa pela frente e não é possível vê-lo voltando. Seria quando ele se encontrou com cúmplices que o ajudaram na fuga para o Líbano.
A suspensão do monitoramento foi feita porque os advogados advertiram a empresa de que, em caso de negativa, Ghosn apresentaria denúncia por violação a direitos humanos. A Renault-Nissan não comentou a respeito.
A Interpol enviou alerta de prisão ao governo libanês. No entanto, isso não deve significar a prisão de Carlos Ghosn, mas um convite para prestar depoimento. O Líbano também já anunciou que não irá deportar o brasileiro. Ghosn disse que irá falar publicamente sobre a fuga na quarta-feira (8).