A chegada ao Brasil de 3 milhões de doses de vacinas da Janssen não ocorrerá mais nesta semana. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde, que não explicou o motivo do adiamento.





A previsão inicial era de que as doses chegassem na terça-feira (15). A data, porém, foi adiada e a nova previsão passou a ser quarta-feira (16), o que também não ocorreu.





A FDA, agência americana reguladora de medicamentos, ampliou o prazo de validade das doses que estavam nos EUA e que devem ser enviadas ao Brasil. Inicialmente, as doses tinham 27 de junho como data de vencimento, mas ela foi prorrogada para 8 de agosto.





Um pedido semelhante foi feito pela farmacêutica também à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e aprovado na segunda-feira (14). O prazo de validade foi aumentado de 3 para 4,5 meses.





O Brasil tem contratos para obter 38 milhões de doses da Janssen neste ano. As entregas, porém, estavam previstas para ocorrer apenas entre julho e dezembro.





O Ministério da Saúde dizia que pretendia acelerar a distribuição de doses caso recebesse a vacina mais cedo. O plano inicial era enviar as doses às capitais, mas alguns estados disseram que pretendem distribui-las para mais cidades.





No sábado (12), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, descartou problemas na aplicação dessas doses por conta da validade inicial, frisando que o país consegue aplicar até 2,4 milhões de doses ao dia. A situação, porém, gerou preocupação em alguns estados.





Nesta quinta, o Brasil aplicou 2,2 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 -a maior quantidade aplicada em um período de 24 horas desde o início da campanha de vacinação, em janeiro deste ano.





"Vamos seguir o fluxo normal do PNI [Programa Nacional de Imunizações]. A questão é somente a logística para diminuir o risco de uma eventual perda das doses", disse o ministro.





A vacina fabricada pela empresa, que faz parte da Johnson & Johnson, é aplicada em apenas uma dose e tem eficácia global de 72%. Já a proteção contra casos graves da doença é de 85%, segundo estudo realizado em janeiro deste ano.