24/02/2021

Incidência de pedras nos rins aumenta 30% no verão; entenda

Por #Santaportal em 24/02/2021 às 06:18

ALERTA – De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a incidência de pedras nos rins aumenta em 30% no verão. O principal motivo seria a transpiração e falta de hidratação adequada. O #Santaportal conversou com o urologista Fábio Atz Guino para entender mais sobre o assunto.

O primeiro ponto que o médico ressaltou é que o rim trabalha independente da época do ano, mas que por conta do calor, as perdas de água são mais intensas, o que causa uma desidratação maior. Para compensar, o organismo exige aumento de ingestão de líquidos.

Para evitar a formação de cálculos, alguns cuidados devem ser tomados. “Sabemos que os cálculos são formados em 80% por cálcio e 20% por ácido úrico. Dessa maneira, precisamos nos hidratar e evitar sódio”, explicou.

Atz reforça que o sódio é o grande vilão, porque carrega as moléculas de cálcio para dentro do rim. Dessa maneira, é preciso consumir água com baixo teor, além de evitar carnes vermelhas e outros alimentos com alta carga. Segundo ele, os sucos cítricos naturais, especialmente limão e laranja, podem proteger o rim contra a formação.

Outro alerta fica por conta dos frutos do mar, pois são fonte rica de formação de ácido úrico, o segundo maior componente das pedras.

Além disso, o urologista ressaltou que os cálculos também podem ser formados por ingestão de medicamentos ou distúrbios genéticos. E, para esses casos, há tratamentos especiais.

Sintomas de pedras nos rins

“Basicamente, a dor é o principal sintoma. O cálculo formado, quieto, dificilmente causará dor. Mas quando tenta migrar do rim para a bexiga, há a famigerada cólica renal. A pessoa pode sentir vontade de vomitar, náuseas, sensação de evacuação… é confuso. E não dá para ser tratado. É preciso ir a uma unidade de saúde para receber medicação”, destacou.

A sensação intensa ocorre porque o “caninho”, chamado ureter, que liga o rim e a bexiga é muito fino e sensível. E qualquer obstrução provocar dor.

Em casos mais graves, podem vir infecções associadas às cólicas renais.

Consequências

Além da dor, existem cálculos especiais (coraliformes) que vão crescendo dentro do rim e deteriorando a função renal. De acordo com o médico, paciente pode perder um ou dois rins se não desobstruir o ureter.

“Resumidamente, cálculos pequenos (menos de 5 mm) podem ser eliminados pelo paciente. Mas se forem grandes ou múltiplos, precisa fazer procedimento cirúrgico. Mesmo em casos complexos, a modernidade permite realização de procedimentos tranquilos para retirada”.

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