Após ameaça dos EUA, China diz querer fortalecer 'cooperação' com a Rússia
Por Folhapress em 27/01/2026 às 13:27
O ministro da Defesa da China, Dong Jun, disse nesta terça-feira (27) ao seu homólogo russo que o país está disposto a fortalecer a “cooperação estratégica” com a Rússia e trabalhar junto para enfrentar riscos e desafios, segundo a agência estatal chinesa, Xinhua.
Dong disse que a China quer aprofundar a cooperação com a Rússia, reforçar a “coordenação estratégica” e melhorar a capacidade conjunta de enfrentar riscos globais. Declaração foi feita durante uma chamada de vídeo com o ministro da Defesa da Rússia, Andrei Belousov.
Belousov afirmou que Moscou está disposta a ampliar o diálogo militar com a China. Além disso, disse que estar motivado a fortalecer a cooperação prática, como exercícios conjuntos e treinamento, e elevar a parceria estratégica entre os dois países.
As declarações foram feitas um dia após o governo Trump divulgar sua nova Estratégia de Defesa. O documento, publicado na última sexta-feira pelo Departamento de Defesa dos EUA, afirma que Washington está pronta para adotar “ações decisivas” contra países vizinhos que não cooperarem com os interesses americanos.
A meta é garantir a supremacia militar e comercial dos EUA “do Ártico à América do Sul” e defender, de forma “ativa e destemida”, seus interesses em todo o Hemisfério Ocidental. Segundo o Departamento de Defesa, o recado é direcionado a países como Canadá e nações da América Central e do Sul.
Estratégia prevê pressão sobre governos que não ajudem a combater o narcotráfico, a migração ilegal e a influência da Rússia e da China na região. O plano cita ainda a proteção de áreas consideradas estratégicas, como a Groenlândia, o Canal do Panamá e o Golfo da América, e menciona como exemplo a atuação dos EUA contra o regime de Nicolás Maduro na Venezuela. Apesar do tom duro, o documento afirma que o objetivo final é manter a paz, “sem sacrificar a segurança, as liberdades e a prosperidade” do povo americano.