Corinthians troca boicote por cobranças constantes contra arbitragem à CBF
Por Fábio Lázaro / UOL/Folhapress em 11/05/2026 às 16:22
O Corinthians levará novas reclamações à CBF na reunião virtual com a comissão de arbitragem marcada para esta segunda-feira.
A postura adotada pelo departamento de futebol corintiano nesta temporada difere da estratégia utilizada em 2025, quando Fabinho Soldado comandava o setor. Na época, o clube se ausentou de alguns encontros como forma de protesto contra decisões da arbitragem.
Porém, desde a chegada de Marcelo Paz, no início deste ano, o entendimento interno passou a ser de insistir nas reclamações diretamente à entidade máxima do futebol brasileiro na tentativa de obter respostas e providências.
COBRANÇA POR CRITÉRIOS
O principal objetivo da diretoria alvinegra é cobrar uma unificação de critérios da arbitragem nacional. A avaliação interna é de que lances semelhantes têm recebido interpretações diferentes ao longo da temporada.
A principal reclamação que será apresentada por Marcelo Paz nesta segunda-feira envolve a não expulsão do volante Bobadilla, do São Paulo, por gesto obsceno no clássico contra o Corinthians, neste domingo. O Timão entende que houve incoerência no critério adotado, já que Allan e André foram expulsos recentemente pelo mesmo motivo.
Em algumas situações, o clube considera ter obtido retorno positivo das cobranças feitas à CBF, como com a sinalização de que o árbitro Rodrigo José Pereira de Lima não apitará mais jogos do Corinthians até o fim da temporada. Isso teve a ver com impacto das críticas feitas pela diretoria corintiana após o empate com o Flamengo, em março, pelo Brasileirão.
Por outro lado, a CBF considerou corretas as decisões da arbitragem após a derrota para o Mirassol, há duas semanas, mesmo com as contestações do Corinthians. Entre os lances questionados estavam a mudança da expulsão do atacante Edson Carioca após revisão do VAR, o pênalti marcado de Matheus Bidu em Carlos Eduardo sem análise de vídeo e a falta não assinalada em Rodrigo Garro na origem do segundo gol do Mirassol.
Paralelamente às manifestações feitas à CBF, a diretoria corintiana também adotou como estratégia reforçar publicamente suas insatisfações com a arbitragem, principalmente por meio do executivo Marcelo Paz. A avaliação interna é de que a exposição pública aumenta a pressão por respostas da entidade e, ao mesmo tempo, cria um canal direto de comunicação com a torcida.