Venda de material escolar aquece comércio na Baixada Santista

Por Santa Portal em 14/01/2026 às 16:00

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A compra dos itens da lista de material escolar gera custos e exige planejamento das famílias no mês de janeiro. Por outro lado, para quem trabalha no setor, o período é considerado o segundo Natal, já que as vendas se multiplicam nesta época. Na Baixada Santista, a previsão é de um aumento de mais de 10% nas vendas.

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Santos Praia tem uma previsão otimista. “O aumento nas vendas ultrapassa os 10% no período, e cada vez mais as pessoas buscam opções, pesquisam e comparam preços antes de comprar. Isso faz com que um mês tradicionalmente fraco para outros setores do comércio se torne uma espécie de segundo Natal para quem trabalha com papelaria”, analisou o presidente Nicolau Miguel Obeidi.

Com quatro lojas na Baixada Santista, a Papelaria Jambo comemora os resultados: nesta época, as vendas dobram e cerca de 60% do quadro de funcionários é reforçado com contratações temporárias para atender à demanda. De acordo com o gerente José dos Santos de Abreu de Souza, quem compra antecipadamente sai em vantagem.

“A pessoa encontra mais itens disponíveis e tem mais tranquilidade para ser atendida. Além disso, temos escolas parceiras para as quais oferecemos descontos. No pagamento à vista, via PIX ou cartão de débito, é possível negociar um desconto quando comprar a lista completa. Também há parcelamento em até seis vezes, dependendo do valor da compra”, explicou.

Os itens mais procurados são lápis de cor, canetas, borrachas, mochilas e cadernos. “Abastecemos o estoque em outubro, então, quando o cliente chega, já encontra todas as novidades do mercado”, concluiu o gerente.

Pais contam que pesquisar é o segredo

Para equilibrar a vontade dos filhos sem pesar no bolso, pesquisar e negociar é fundamental. É o que faz a servidora pública Bruna Gabriela Martins Fonseca. Os filhos Carol, de 12 anos, e Lucca, de 14, participam das compras, mas já sabem que existem regras.

“Minha tática é simples: o que está bom do ano passado, a gente reutiliza. Mochila, que é um dos itens mais caros, só trocamos a cada dois anos. O mesmo vale para o estojo. Já os cadernos, todo ano eles querem novidades, então a gente compensa em outros itens e vem comprar logo no começo para encontrar mais opções, evitando produtos muito acima do preço”, contou.

Já a analista de importação Camille Santos, mãe de Theo, de 7 anos, e Heitor, de 2, também conversa com o filho mais velho sobre as compras. “Eu sempre antecipo para não pegar aquela multidão e faço bastante pesquisa. Vou a lojas que já conheço e vejo o que vale a pena comprar em cada uma. Assim, consigo economizar e deixá-lo feliz”, relatou.

Se a volta às aulas representa o segundo Natal para quem vende, para quem compra o sentimento é de alívio ao torcer para que o mês termine logo, evitando o acúmulo de contas.

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