Trigêmeas nascem prematuras em Cubatão e mobilizam rede de saúde em gestação de alto risco

Por Santa Portal em 14/04/2026 às 06:00

Divulgação 
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O que começou como uma gestação comum rapidamente se transformou em um caso delicado para Kesia, moradora de Cubatão, no litoral de São Paulo. Pouco depois de iniciar o pré-natal na Unidade Básica de Saúde do Jardim Casqueiro, ela descobriu que esperava trigêmeas, uma condição rara e considerada de alto risco.

Encaminhada para acompanhamento especializado, no Serviço de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Saism), que fica localizado na Policlínica do município, Kesia passou a dividir o pré-natal entre unidades de saúde.

A gravidez teve intercorrências e, com risco de parto prematuro, ela precisou ser internada com pouco mais de 32 semanas. “A equipe responsável pelo acompanhamento conduziu tudo com muita cautela e profissionalismo, aliviando nossas angústias e nos tranquilizando nos momentos de maior preocupação”, conta o pai, Otávio.

Durante o pré-natal, o casal conheceu as instalações do Hospital Municipal de Cubatão (HMC), local escolhido para realização do parto, que aconteceu no dia 3 de março, antes do previsto. Em poucos minutos, nasceu Luísa às 16h49, pesando 1,625 kg; Lara às 16h50, com 1,535 kg; e Lorena às 16h52, com 1,156 kg. Inicialmente, as bebês foram encaminhadas para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, devido ao nascimento prematuro.

“Entre as estratégias utilizadas durante esse período podemos destacar o estímulo ao ‘Método Canguru’, com a participação ativa dos pais, que favorece o vínculo, a estabilidade clínica e o ganho ponderal das trigêmeas. Também foram empregadas a colostroterapia e o aleitamento materno, fundamentais para fortalecer a imunidade e contribuir para o desenvolvimento saudável das bebês”, relata a supervisora de enfermagem Materno-Infantil do Hospital Municipal de Cubatão, Daniela Souza.

Nas semanas seguintes, a rotina da família passou a ser dividida entre visitas ao hospital e a expectativa pela recuperação das bebês. Aos poucos, com a evolução clínica, vieram as altas: Luísa no dia 21 de março, Lara foi para o quarto no dia 23 e Lorena foi liberada para ficar com as irmãs no dia 4 de abril.

Durante a internação, os pais participaram ativamente dos cuidados, com práticas como o contato pele a pele e o incentivo à amamentação, medidas que ajudam no desenvolvimento dos recém-nascidos.

Hoje, já reunidas fora da UTI, as três irmãs seguem em recuperação. “Recebemos todo o apoio possível, a equipe sempre esteve presente nos dando segurança e orientação, principalmente neste período mais angustiante, que foi o de aguardar pela recuperação das meninas na UTI. Somos muito gratos pela atenção recebida, ela fez uma grande diferença nesse momento tão importante de nossas vidas”, revela a mamãe Kesia

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