Seminário da Unisanta fala sobre desafios da fisioterapia na Neonatologia e na carreira militar
Por #Santaportal em 05/03/2021 às 18:25
SEMINÁRIO – Mais um seminário universitário foi transmitido nesta sexta-feira (5), no Youtube do #Santaportal. Os temas abordados foram “Atuação da Fisioterapia na Neonatologia”, com a fisioterapeuta pós-graduada em Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal, Maria Tereza Cherutti, e “Trajetória: da Unisanta ao Exército”, com a dra. Márcia Isabel Bittencourt, chefe da Clínica de Fisioterapia do Hospital Militar de Área de São Paulo.
Antes das especialistas falarem sobre os temas do seminário, a diretora do curso de Fisioterapia da Unisanta, dra. Caroline Teixeira, falou sobre a importância do seminário promovido pela universidade.
?É uma oportunidade para que alunos diferenciados formados aqui na Unisanta possam mostrar todo seu conhecimento e experiência em suas áreas de atuação. Sabemos que temos cecilianos nos representando em vários cantos do Brasil e do mundo. É um evento que certamente enriquece a todos que estão assistindo. Além disso, gostaria de agradecer a Unisanta que continua sem abaixar as guardas, permanecendo com todas as atividades de Saúde, com uma atuação de referência no ensino remoto e EaD, proporcionando a formação completa no período adequado?, disse Caroline.
“Atuação da Fisioterapia na Neonatologia”
A doutora Maria Tereza Cherutti falou sobre os principais desafios da sua atuação na área de Neonatologia. ?Sou apaixonada por criança, bebê. Meu conselho é fazer com muita dedicação, amor. Ali é o amor da vida de alguém, se colocar amor e boa intenção você vai conseguir fazer o seu melhor. A gente pode lidar com pacientes mais críticos, um pouco mais graves, e isso exige também uma compreensão da situação, principalmente em relação aos pais. Tem que gostar de trabalhar com crianças, o psicológico. Nós temos que lidar com os bebês e com os pais também. É um trabalho muito intenso, mas é gratificante?, disse.
Maria Tereza também destacou que o desafio na UTI Neonatal é passar esperança de que o bebê vai evoluir e sair daquela situação. ?As unidades de terapia intensiva são os lugares onde é preciso monitoramento intensificado para atender pacientes de alta complexidade, seja pediátrico ou neonatal. Hoje a gente precisa de tecnologias e conceitos científicos voltados realmente para isso. Além disso, temos uma equipe multidisciplinar. A nossa missão é trazer a vida e fazer com o que o bebê saia com a melhor expectativa de vida possível?, acrescentou.
“Trajetória: da Unisanta ao Exército”
Já a doutora Márcia Isabel Bittencourt, que é chefe da Clínica de Fisioterapia do Hospital Militar de Área de São Paulo, falou sobre o começo de sua trajetória acadêmica. Formada em 2009, ela enalteceu o conhecimento que ganhou com o corpo docente da Unisanta.
?São poucas as universidades no país que trazem esse diferencial para os alunos, cuidado com órteses e próteses, consigo me virar muito bem em qualquer área. Uroginecologia, por exemplo, é uma delas. Outros profissionais não passam por essa experiência que temos na Unisanta, com a diversidade de especialidades que ela demonstra para o aluno. A gente não perde nada em conhecimento, pelo contrário: está um passo à frente por essa experiência a mais?, afirmou Márcia.
Antes de chegar ao Hospital Militar, Márcia passou por uma especialização no Incor e, também, trabalhou no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. ?Tive o maior prazer de trabalhar lá, é um hospital 100% SUS e voltado ao tratamento de câncer. Tive a oportunidade de colocar em prática tudo o que aprendi nos bancos acadêmicos e é onde você reafirma o seu profissionalismo. Quando você é aluno sempre tem alguém que respalda as suas atitudes. Tinha que tomar as minhas atitudes, aí você tem que ter certeza que nada foi em vão. Foi um hospital onde adquiri extremo conhecimento. Aprendi muitas coisas extremas na minha vida profissional e pessoal. Mesmo que não se possa curar, sempre é possível cuidar. É algo muito valioso para mim. Você pode fazer a diferença na vida dessa pessoa?, comentou.
Márcia também falou sobre a sua escolha para ingressar em um Hospital Militar. ?É uma experiência hostil e diferenciada, claro que financeiramente também. Tinha uma gratificação tão grande por trabalhar com paciente oncológico e SUS, que achei que não valia a penar ir para um hospital particular. Em 2015 entrei para o Hospital como técnico temporário e comecei a ver algumas peculiaridades. A gente faz um treinamento militar, durante 45 dias, aprendendo diversas técnicas, como sobrevivência na mata. Você aprende algumas coisas que leva para a vida. É difícil entender, mas é extremamente necessário. Isso te faz respeitar o próximo, assim como você tem que respeitar quem está acima, mas também precisa respeitar quem está abaixo. Tenho as obrigações militares que se misturam com as minhas obrigações na fisioterapia. Temos que lidar com alguns percalços da vida, você aprende aptidão física, mas algumas coisas você leva para a vida. Não ter pena da carcaça, dedicação pelo todo, sempre é possível dar 10% a mais, e a culpa não é sua, mas o problema é seu, são alguns dos lemas mais importantes dentro da área militar?, concluiu.