22/12/2022

Protetor de animais é agredido pelo vizinho em Praia Grande: 'vivo em pronto socorro'

Por Santa Portal em 22/12/2022 às 06:00

Reprodução/Rede Sociais
Reprodução/Rede Sociais

O protetor de animais Cidônio Gomes, conhecido como Doni, foi agredido pelo vizinho no último dia 13, no bairro Nova Mirim, em Praia Grande. O motivo da agressão seriam os animais de Doni, que estariam incomodando o vizinho.

Cidônio conta que já sofre “perseguições” do vizinho há mais de um ano. O vizinho gravava imagens do quintal do protetor aos finais de semana, quando Cidônio acabava passando mais tempo na cama. Além disso, de acordo com o protetor, o vizinho também já chegou a difamar Cidônio e o proprietário da casa (que é alugada) para a vizinhança.

“Chegou a fazer abaixo-assinado com os vizinhos para que eu fosse retirado daqui, mas ninguém assinou. Por diversas vezes enviou mensagem ao proprietário da casa difamando a minha imagem. Subiu no telhado do meu gatil, quebrou telhas, quebrou um caibro de sustentação e quase caiu lá dentro”, relembra. O vizinho reclamava que a casa de cheira mal e que o protetor não limpava o gatil, mas Cidônio alega que o local passava por limpeza duas vezes ao dia.

Cidônio conta que, no último dia 8, o proprietário da casa foi à Delegacia e registrou um boletim de ocorrência contra o vizinho, que espalhou para a vizinhança que ele e Cidônio eram bandidos e faziam parte de uma quadrilha. “Acho que esse foi o estopim”, diz.

De acordo com o protetor, nenhum outro vizinho já reclamou de seus animais. “Meu gatil faz divisa com o vizinho da direita, para quem olha de frente para casa. São vizinhos ótimos. sempre estamos conversando e temos um ótimo diálogo. Nunca houve nenhum tipo de queixa”, conta.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como lesão corporal, ameaça e dano, pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) Praia Grande. A Vítima foi orientada quanto ao prazo decadencial de seis para representação criminal contra o autor.

A agressão

Cidônio começa a ser agredido após estender a mão com seu celular, que está aceso. Ele leva socos e pontapés e cai e no chão. O vizinho só interrompe as agressões quando um terceiro homem aparece nas imagens.

Segundo Cidônio, ele está com o nariz fraturado e tem sentido dores de cabeça, na nuca e na face desde o dia da agressão. “Estão me deixando louco e vivo em pronto socorro”, conta. O protetor também passará por avaliação no Hospital Irmã Dulce para checar se uma cirurgia no nariz será necessário.

Proteção animal

Cidônio explica que está no ramo da proteção animal há cerca de 15 anos e cricou o NAPA (Núcleo de Amparo e Proteção Animal), que socorre animais feridos em toda a Baixada Santista.

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