Projeto de Santos recebe doações para apoio humanitário no Haiti

Por Laila Aguiar em 26/10/2022 às 06:00

Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

O grupo de voluntários do projeto social ‘Haiti Sorria‘, ONG dedicada ao atendimento odontológico e humanitário, está se preparando para uma nova jornada até o Haiti. O grupo esteve no país em julho deste ano e deve voltar em 2023. Para a continuação do trabalho humanitário, os voluntários estão arrecadando doações.

O projeto foi criado por Raynold Louima, estudante de odontologia, que passou boa parte da vida no vilarejo chamado Lacroix Perisse. Assim como boa parte do país, o vilarejo também convive com a vulnerabilidade, somente neste local, 95% das pessoas vivem abaixo da linha da pobreza.

O projeto conta com o trabalho de brasileiros de diversas partes do Brasil e na última passagem pelo Haiti, foram um grupo de cinco brasileiros que atenderam 500 pessoas. “Fizemos o atendimento nesta localidade durante cinco dias”, relatou Raynold.

Ajuda aos compatriotas

Raynold Louima criou o projeto em busca de colaborar com a comunidade onde cresceu e sempre buscou ajudar. “Desde jovem busco me engajar em projetos sociais”.

Em 2013, Raynold veio ao Brasil com a intenção de estudar e buscar uma vida melhor para ele e para a família. Após 7 anos, ele voltou ao país para visitar os parentes e amigos, mas encontrou um país diferente do que ele havia deixado. “A situação era pior do que a que eu deixei, era muito triste. Não tinha trabalho ou chuva, foi muito triste”, relata.

Na volta ao Brasil, o estudante de odontologia se juntou com professores e amigos da universidade e criou um grupo para ajudar a população do Haiti. “Assim que eu comecei a falar com as pessoas, começamos a receber ajuda”.

Os habitantes de Lacroix Perisse vivem da agricultura, em um trabalho totalmente braçal, porém o maior problema é que 90% das terras de plantação secaram devido à falta de chuva. A água potável é difícil de ser encontrada.

A educação também é outro problema, no povoado, existem somente cinco escolas, que são particulares e as crianças não recebem merenda.

Arquivo pessoal

A realidade do Haiti

Atualmente o país está passando por problemas políticos e estão acontecendo diversos confrontos em Porto Príncipe. Na última sexta-feira (21) o Conselho de Segurança da ONU impôs diversas sanções aos país envolvendo congelamento de ativos, proibição de viagens e embargos.

“Estamos mandando uma mensagem clara para os vilões que fazem o Haiti de refém: a comunidade internacional não ficará de braços cruzados enquanto vocês causam estragos”, disse Linda Thomas-Greenfield, a embaixadora americana nas Nações Unidas.

O alvo dessas sanções é o ex-policial e maior traficante do Haiti, Jimmy Cherizier, que costuma se apresentar como líder político. De acordo com a resolução da ONU, Cherizier é acusado de promover a violência e violar os direitos humanos. O ex-policial é responsável pelo grupo de nove facções e segundo o texto da ONU, as gangues sob o comando dele foram responsáveis por bloquear a entrada do porto de Varreux.

Ralph Tedy Erol/Reuters

O fechamento do porto gerou a falta de água engarrafada e, em meio a um surto de cólera, o país ficou sem ter como controlar a doença, que necessita de uma intensificação na higiene.

De acordo com o Ministério da Saúde do Haiti, entre os dias 20 e 23 de outubro o número de casos dobrou, passando dos 2 mil. Segundo a Unicef, menores de 14 anos representam cerca da metade dos casos.

Há três anos o Haiti viveu um surto da doença que causou estragos e provocou a morte de mais de 10 mil pessoas. Vale ressaltar que, diferente do Brasil, o Haiti não possui um sistema público de saúde, ou seja, todo e qualquer atendimento é pago, a não ser os oferecidos por organizações não governamentais.

Como ajudar o Haiti Sorria

Os voluntários não estão recebendo artigos como mantimentos e medicamentos, por conta da situação do país eles não tem certeza de quando vão ao Haiti, e por esse motivo, remédios e mantimentos podem estragar.

Existem duas opções de apadrinhamento para quem quiser ajudar. A primeira opção seria o apadrinhamento educacional, já a segunda, seria de forma nutricional. Ambos os apadrinhamentos custam R$75 e são oferecidos em ordem de urgência

Para ajudar de outras formas, entre em contato com o Haiti Sorria neste link

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