Professora é agredida ao voltar de ato contra Bolsonaro: "tentou me dar voadora"

Por Noelle Neves em 08/09/2021 às 12:09

Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal

Uma professora de 24 anos afirma ter sido agredida por um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, ao voltar de uma manifestação contra o governo atual, na última terça-feira (7). De acordo com a docente, o homem estava bêbado e tentou dar uma “voadora” nela, mas se desequilibrou e a atingiu com um chute.

Ao Santa Portal, Paula relatou que ela e quatro amigos voltando de um ato chamado de “O Grito dos Excluídos”, quando passaram perto de um bar, na Rua Carlos Affonseca, no Gonzaga, com muitas pessoas vestidas de verde e amarelo.

“Estávamos indo em direção ao carro e já vimos da esquina o grupo. Por precaução, optamos por ir pelo outro lado da rua para evitar confusão. Quando estávamos passando, começaram a nos xingar, respondemos e os caras vieram para cima e tentou me dar uma voadora. Mas ele estava muito bêbado, acabou sendo um chute e caiu no chão”.

Com isso, um tumulto foi iniciado e logo depois, a polícia militar chegou para acalmar a situação. “Nós estávamos nervosos, contando para os agentes o que estava acontecendo, e apontamos para o homem, que ainda estava presente no bar. Ninguém falou com ele. Os vizinhos e pessoas que nos deram apoio alertaram que ele estava fugindo. Aí os policiais foram atrás dele, mas não conseguiram pegá-lo”, disse.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado no local. Apesar do agressor ter ido embora, os amigos continuaram no estabelecimento. Paula pediu para que os policiais falassem com eles para tentar encontra-lo, mas, segundo ela, recebeu como resposta que “não era o papel deles investigar, só da polícia civil”.

A jovem foi ao 7º Distrito Policial de Santos e esclareceu às autoridades a ordem dos fatos e solicitou as imagens de monitoramento dos arredores para tentar identificar o culpado. “Éramos em cinco. Ele agrediu a única mulher. Estou bem fisicamente, não me machucou. Psicologicamente, é outra coisa. Estou com medo, ansiosa e nervosa só de lembrar”, desabafou.

Nas redes sociais, pessoas se manifestaram em apoio a professora. A vereadora Débora Camilo fez uma publicação no Instagram em solidariedade. Lá, escreveu: “Não vamos tolerar esse tipo de atitude. O Brasil não é e não será o país do ódio.”

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