Petroleiros entram em greve em Santos por medo de explosão na Alemoa
Por Santa Portal em 17/09/2021 às 12:25
Os petroleiros da Transpetro na Alemoa, em Santos, estão em greve por tempo indeterminado, desde a noite de quinta-feira (16). Na manhã desta sexta-feira (17), os profissionais realizaram um ato na porta da empresa. Eles pedem por mais segurança no terminal, que opera com número de efetivo abaixo do necessário, segundo o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP).
De acordo com o coordenador de Saúde e Segurança do Sindipetro-LP, Marcelo Juvenal, Santos está sob risco grande de sofrer um grave acidente, tal como ocorreu com a Ultracargo, na Alemoa, em 2015.
“Os profissionais da manutenção e operação se aposentaram nos últimos anos e não tivemos reposição. Precisamos de concurso público para preencher essas vagas. Hoje trabalhamos com um efetivo de nove pessoas em cada um dos cinco turnos. O mínimo para uma operação segura são 11. A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), inclusive, fala em 17, muito por conta das folgas, férias e outras substituições”.
Aliás, o terminal da Transpetro na Alemoa conta com 20 tanques de gasolina e diesel, quatro tanques verticais de propano, além de seis LGP de alta pressão.
“Estamos com um número menor que determina a Brigada de Incêndio. O número de profissionais que temos aqui não consegue fazer o combate, em caso de incêndio”.
Juvenal ressalta que a falta de pessoal também pode acarretar em desastre ecológico na região. “Fazemos atracamento de navios, além das transferências de produtos. Se estourar um mangote (mangueira curta), vai vazar combustível para o estuário santista, além do risco de incêndio e explosão”.
De acordo com o sindicalista, o Sindipetro-LP está negociando com a Transpetro há mais de três meses, mas ainda não conseguiram chegar a um acordo.
Resposta da Transpetro sobre os petroleiros
Em nota, a Transpetro disse que atua com foco na segurança operacional e em conformidade com a legislação e o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) vigentes.
Além de descartar a realização de um Programa de Demissão Voluntária (PDV), a Transpetro também disse estar aberta ao diálogo.