Mulher de turista desaparecido pede reforço nas buscas em Praia Grande

Por Rodrigo Martins/#Santaportal em 04/03/2021 às 18:39

PRAIA GRANDE – A família de Ícaro Jordan Rosa, de 28 anos, que desapareceu no dia 7 de fevereiro em Praia Grande, segue aguardando por notícias do turista. Os parentes de Ícaro pedem que as buscas sejam reforçadas no mar e se estendam também por regiões de mata próximas ao local onde ele foi visto pela última vez.

O turista, que passou aquele final de semana com a sua família na Baixada Santista, resolveu dar um último mergulho na praia do Canto do Forte, antes da volta para casa. Ele foi nadar junto com mais dois primos, por volta das 16h30.

A prima de Ícaro começou a se afogar durante o mergulho e o turista nadou até ela, empurrando a sua parente na direção da faixa de areia. No entanto, ao ajudar a sua prima ele acabou sendo puxado pela correnteza.

Com o rapaz desaparecido, o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) começou as buscas pelo mar. ?As buscas ainda continuam no mar. Ele foi levado pela correnteza. Está uma luta, a gente tenta convencer os bombeiros a entrarem na mata, na região da mata ao redor da mata. Eles falam que como ele sumiu na água, dizem que as buscas têm que ser na água. Hoje faz 24 dias que ele está desaparecido?, disse Tamara Mota, esposa de Ícaro, em entrevista ao #Santaportal.

Segundo Tamara, a família sabe que é difícil, mas nunca deixou de acreditar que Ícaro pode ser encontrado com vida. Por isso, os familiares do turista pedem que as buscas sejam ampliadas para a área de mata.

?Como estávamos perto das pedras e da região de mata no Canto do Forte, para a família inteira é possível que ele tenha tentado sair pela mata. Ele não chegou a se afogar ou afundar, a maré foi levando, mas eu via a cabeça dele. Os salva-vidas disseram que eu estava nervosa e vendo coisas, mas outras pessoas que estavam na praia também viram. A nossa esperança é de encontrá-lo vivo. Pelo tempo que já passou o nosso sentimento demonstra isso. Mas, ao mesmo tempo, estamos preparados para o pior. A chance de ele estar vivo é pequena, mas conhecemos o Ícaro e ele não ia desistir, ele ia tentar de alguma forma se salvar. Ele pode estar perdido, desorientado, por isso a nossa fé e esperança continuam fortes. A nossa desistência será somente quando ele for encontrado?, afirmou.

Para Tamara, ele pode estar perdido dentro da área da Fortaleza de Itaipu, em uma reserva da Mata Atlântica. ?A partir do segundo dia falaram que o corpo iria aparecer na areia. Depois de dez dias eles falaram que o corpo poderia estar pesado, por isso que ainda não tinha subido. Questionei o porquê de não fazer na mata? Eles disseram que não, porque era área do Exército. Eu perguntei para o pessoal do Exército se poderia ser feito o trabalho de busca por lá, eles disseram para tentar encontrar alguém não tinha problema. Mas os bombeiros falaram que não e que as buscas seriam mesmo marítimas?, explicou.

Enquanto Ícaro não é encontrado, a família, que é de São Paulo, segue apreensiva acompanhando o resultado das buscas. ?Estamos nos revezando, eu vou final de semana acompanhar as buscas em Praia e os tios dele ficam durante a semana. Quando não tem ninguém ficamos entrando em contato com os bombeiros. Hoje teve uma reunião em São Paulo, dos bombeiros, para decidir o que seria feito, mas não tivemos nenhuma resposta a respeito. Quero descer nesta sexta (5) para nós mesmos fazermos as buscas?, concluiu Tamara.

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