20/02/2026

Mais de 5.000 mulheres e meninas foram mortas na Ucrânia desde início da guerra, diz ONU

Por Folhapress em 20/02/2026 às 11:34

Mais de 5.000 mulheres e meninas foram mortas na Ucrânia e outras 14 mil ficaram feridas desde quando a Rússia invadiu o país, em fevereiro de 2022, afirmou Sofia Calltorp, diretora da ONU Mulheres, durante uma entrevista coletiva em Genebra nesta sexta-feira (20).

A declaração foi dada na semana em que ocorrem novas negociações entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. As conversas foram descritas como difíceis tanto por Moscou quanto por Kiev e terminaram sem avanços concretos.

Também nesta sexta, um ataque ucraniano com drones deixou um morto em Sebastopol, na península da Crimeia anexada pela Rússia, informou durante a madrugada o governador da cidade nomeado por Moscou, Mikhail Razvozhaiev. O local foi alvo de vários ataques da Ucrânia em quase quatro anos de conflito.

“As forças de defesa aérea e nossa Frota do Mar Negro seguem repelindo o ataque das Forças Armadas ucranianas. Já foram derrubados 16 veículos aéreos não tripulados”, publicou o governador no aplicativo Telegram. “Como resultado do ataque das Forças Armadas ucranianas contra Sebastopol, um homem perdeu a vida.”

Segundo uma análise da agência de notícias AFP com base em dados do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês), o Exército ucraniano conquistou 63 km² de território diante do Exército russo entre a quarta-feira da semana passada (11) e o último domingo (15).

Concretamente, a Ucrânia recuperou 91 km², mas, paralelamente, o Exército russo conquistou 28 km² em outros setores da frente de batalha, o que resulta em um avanço territorial líquido de 63 km² a favor da Ucrânia. Kiev recuperava tanto território em tão pouco tempo desde a contraofensiva iniciada em junho de 2023.

Uma pista para explicar o avanço ucraniano é a interrupção das antenas Starlink (serviço de internet via satélite) utilizadas por Moscou na linha de frente. “As contraofensivas ucranianas provavelmente se aproveitam do bloqueio do acesso das forças russas ao Starlink que, segundo os blogueiros militares russos, prejudica as comunicações e o comando”, avalia o ISW.

Em 5 de fevereiro, observadores militares russos já haviam notado essa interrupção após anúncios de Elon Musk, proprietário da SpaceX (que comercializa o Starlink). O empresário americano anunciou “medidas” para acabar com o uso dessa tecnologia pelo Kremlin.

Segundo a Ucrânia, drones russos usaram o Starlink para contornar os sistemas de interceptação eletrônica e atingir seus alvos com precisão.

Antes da invasão que começou em fevereiro de 2022, a Rússia já controlava cerca de 7% do território, incluindo a Crimeia e parte de Donbass, no leste do país. Atualmente, a Rússia controla pouco mais de 19% do território ucraniano.

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