Justiça determina perícia em impasse sobre PPR de trabalhadores da limpeza urbana na Baixada Santista

Por Santa Portal em 25/03/2026 às 20:00

Arquivo/PMS
Arquivo/PMS

O impasse entre trabalhadores da limpeza urbana da Baixada Santista e as empresas responsáveis pelo serviço continua após audiência no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), nesta quarta-feira (25). O juízo determinou a realização de uma perícia contábil para apurar os valores do Programa de Participação nos Resultados (PPR), ponto central da disputa.

A perícia deverá ser concluída até o próximo dia 6 de abril e tem como objetivo verificar, com precisão, os cálculos apresentados pelas empresas e contestados pela categoria. A decisão ocorre após os trabalhadores, ligados ao Siemaco Baixada Santista, rejeitarem de forma unânime a proposta de pagamento adicional de 50% sobre o valor já recebido. O percentual havia sido discutido em audiência anterior, no último dia 20.

Segundo o sindicato, a empresa não apresentou uma nova proposta durante a audiência desta quarta, mesmo diante da negativa dos trabalhadores de Santos, Praia Grande, Cubatão, Bertioga, Guarujá e São Vicente. A entidade reforça que a principal reivindicação da categoria segue sendo a transparência nos cálculos do PPR, com detalhamento dos valores pagos.

“Todas as decisões e encaminhamentos serão levados ao conhecimento da categoria em assembleia na manhã desta quinta-feira (26), mantendo o compromisso de transparência e respeito à vontade dos trabalhadores”, informou o Siemaco em nota. O presidente da entidade, André Domingues, afirma que continuará atuando na defesa dos direitos dos trabalhadores.

Do lado das empresas Terracom Construções, Consórcio PG Eco Ambiental e Terra Santos Ambiental, a posição é de confiança na correção dos valores apresentados. Em nota conjunta, elas afirmam que os cálculos do PPR foram realizados com base em indicadores técnicos e metodologia prevista em acordo coletivo de trabalho.

As empresas destacam ainda que, ao longo da última semana, promoveram reuniões e apresentações com trabalhadores de diferentes unidades, incluindo equipes operacionais, como coletores e varredores, com o objetivo de esclarecer dúvidas e dar transparência ao processo.

Outro ponto definido na audiência é que, mesmo com o impasse, não haverá paralisações até a decisão final do processo, garantindo a continuidade dos serviços essenciais de coleta de lixo e limpeza urbana nas seis cidades cidades da região.

O caso se arrasta desde a semana passada, quando a categoria iniciou mobilizações após questionar os valores pagos no PPR. Mesmo com a retomada dos serviços, os trabalhadores mantêm o estado de atenção enquanto aguardam o resultado da perícia, que deve balizar os próximos passos da negociação.

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