Júri de PM acusado de matar ex é adiado para março de 2022
Por Santa Portal em 27/08/2021 às 06:37
O júri do policial militar acusado de matar a ex-namorada e atirar contra o atual namorado dela em 2020, que ocorreria nesta quinta-feira (26) foi adiado para os dias 24 e 25 de março de 2022. Segundo o assistente de acusação, o advogado Airton Sinto, o adiamento foi um pedido da defesa do réu, Edgar de Oliveira Fonseca, que juntou documentos para requerer alguns ofícios que ainda não chegaram aos autos.
“Ainda sim nós tentamos, junto com o juiz e com o advogado de defesa, a abertura da sessão para que houvesse o início do julgamento. Mas a defesa insistiu, e é um direito do réu, através do advogado, requerer o adiamento para a produção de outras provas. Isso está dentro da previsão legal do processo de Código Penal”, explica o advogado. O objetivo da acusação, afirma, é obter a pena máxima ao réu.
A mãe da jovem Débora Raquel Silva, Maria José da Silva Nascimento, relatou, antes do julgamento que ocorreria nesta quinta, a dor que sente com a perda da filha: “Só eu sei o que estou passando com os filhinhos dela. Um ano e três meses. Não vai trazer minha filha de volta, mas pelo menos que a justiça seja feita. Um ano e três meses que meus netos não dormem direito. Um ano e três meses que eu não sei o que é viver, sem minha raio de luz. E ele já tinha dito que ia fazer isso, não ia deixar ela com ninguém, e ele fez”. As crianças são filhas de Débora com Edgar, e tinham à época seis e oito anos.
O crime
O caso ocorreu em maio de 2020, no bairro Parcará, em Vicente de Carvalho. Edgar, à época com 33 anos, foi acusado de matar a ex-namorada, Débora Raquel, de 28. Foram encontradas marcas de perfuração de dois disparos contra a vítima. O atual namorado de Débora, Iago Matheus Fortes de Andrade, chegou a ser atingido, mas sobreviveu.
Em seu relato à polícia, Iago informou que Débora já havia relatado que o ex-companheiro, não aceitava o fim da relação e a ameaçava. Ele conta que Edgar chegou de moto com um capacete preto, sem queixeira e viseira transparente levantada, sacando uma pistola, enquanto Débora gritava assustada “É o Edgar, É o Edgar”, “Para, Edgar, Para, Edgar”.
Quando os tiros começaram, Iago correu, e disse ter ouvido um tiro em sua direção. A mãe dele, Sandra Pires Fortes, disse que estava em casa quando ouviu os gritos de Débora por socorro e foi até o lado de fora. Ela viu a nora no chão, e encontrou também um estojo de munição, que recolheu. Foram encontrados ainda outros dois de calibre .40, padrão policial.
Em seu depoimento, Edgar contou que estava de serviço até 22h, saiu do trabalho cinco minutos depois e foi para sua casa no Guarujá, chegando lá por volta de 22h40. Ele afirma que não sabia do relacionamento de Débora com Iago, e que não o conhecia.
À época dos fatos, amigos ligados ao casal relataram ao Santa Portal que eles já haviam se separado por ciúmes antes, mas que Edgar nunca demonstrou qualquer indício de que cometeria algo assim.