Dois iranianos são presos com mais de 180kg de cocaína em sacas de café em Santos
Por Anna Clara Morais em 13/05/2026 às 20:23
A Polícia Civil desarticulou um esquema de tráfico internacional de drogas e apreendeu mais de 180 quilos de cocaína escondidos em sacas de café, em Santos. Durante a ação, deflagrada nesta terça-feira (12), os agentes concluíram que a carga seria supostamente enviada para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Em entrevista à Santa Cecília TV, o delegado titular do 1° DP de Santos, Sérgio Lemos Nassur, explicou que as investigações no local acontecem há cerca de três meses após uma denúncia anônima.
“Tudo iniciou com a informação de que esse espaço servia como um depósito para drogas, seja para a exportação ou para a distribuição local”, explica.
O delegado explica, ainda, que durante um trabalho de vigilância na última terça, devido a uma movimentação fora do comum nas imediações do galpão, na Vila Matias, os agentes resolveram intervir e ingressaram no imóvel.
No local, a equipe localizou dois indivíduos, sendo um deles um homem, de 52 anos, de origem iraniana sem conhecimento da língua portuguesa e o responsável efetivo do local. O segundo indivíduo, um rapaz também de origem iraniana, de 25 anos, que servia como um tradutor do mais velho.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o espaço funcionava como uma fachada de uma suposta empresa de transporte de cargas. No entanto, na vistoria do barracão, foram encontradas diversas sacas de café. Em meio aos grãos, estavam tijolos de cocaína, que totalizaram 181 quilos do entorpecente.
A dupla estaria finalizando os preparativos para despachar a droga, que teria como destino o Oriente Médio. A apreensão pode representar um prejuízo de R$ 14 milhões ao crime organizado. Além da cocaína, celulares e documentos foram apreendidos no local.
Os dois suspeitos foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e encaminhados à delegacia, onde permaneceram presos e à disposição da Justiça. O caso segue sendo investigado para identificar outros envolvidos no esquema criminoso.
“As investigações ainda não terminaram, ainda temos alguns detalhes para serem esclarecidos”, conclui.