30/04/2026

Comissão de Ética do São Paulo recomenda suspensão de presidente do Conselho

Por Valentin Furlan / UOL/Folhapress em 30/04/2026 às 16:18

Divulgação/São Paulo
Divulgação/São Paulo

A Comissão de Ética do São Paulo recomendou a suspensão temporária por 120 dias do presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres.

A pauta ainda irá para votação no Conselho Deliberativo. O trâmite será similar ao de Douglas Schwartzmann e Mara Casares -exigindo quórum de dois terços da casa para aprovação da suspensão.

Um pedido de expulsão do quadro social foi protocolado pelo presidente do clube, Harry Massis, que acusa Olten de gestão temerária em meio ao embate envolvendo a reforma do estatuto. A Comissão de Ética analisou a representação e decidiu pelo prosseguimento do processo, com recomendação pela suspensão do dirigente do quadro associativo.

A partir de agora, Olten terá direito à defesa antes da votação no Conselho. Caso a maioria qualificada seja atingida, a decisão resultará em sua expulsão definitiva do quadro de sócios do clube.

Segundo a petição, o mandatário do Conselho Deliberativo fez uma manobra desrespeitando o estatuto do clube ao receber um parecer negativo a uma alteração do quórum para mudança do estatuto, como a aprovação de uma SAF. O pedido de revisão foi feito em dezembro, pelo ex-presidente Julio Casares.

A comissão legislativa se mostrou contrária ao parecer. Segundo o documento, Olten Ayres seria obrigado a enviar a resposta para ciência do Conselho Deliberativo, o que não aconteceu.

Olten Ayres anunciou, no fim do mês passado, uma nova comissão para discutir mudanças no Estatuto Social do clube, com prazo para apresentar propostas até 15 de maio de 2026. O grupo conta com nomes como o ex-presidente da CBF Rogério Caboclo, hoje conselheiro vitalício do São Paulo, e outros integrantes da casa.

A reportagem contatou Olten Ayres de Abreu, que afirmou que o pedido é infundado e trata-se de uma manobra política por conta de recentes posicionamentos no Conselho.

“O parecer da comissão legislativa tinha que ser emitido em 30 dias e, logo após ter sido nomeada a comissão de reforma estatutária e três meses após o prazo expirado, foi encaminhado um parecer não sobre o conteúdo do pedido de reforma, mas um conteúdo mais amplo, se opondo a qualquer tipo de reforma. Quando então, pela extemporaneidade do parecer, ele não foi acatado, mas devolvido à comissão. Então, uma nova comissão foi nomeada”, disse Olten à reportagem.

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