11/03/2021

Biomedicina e Medicina devem andar juntas no combate à covid-19, diz infectologista

Por #Santaportal em 11/03/2021 às 20:45

SEMINÁRIO – O I Seminário Universitário Santa Cecília TV – Unisanta desta quinta-feira (11) teve convidados do curso de Biomedicina da Unisanta, e debateu o tema “Atualização em Covid-19. Diagnóstico e Vacinação”. 

Com mediação da apresentadora Renata Abussafi, o webinar teve participação do coordenador do Curso de Biomedicina da Unisanta, Dr. Carlos Eduardo; da biomédica e diretora do laboratório Cellula Mater, Dra. Fátima Pires de Campos; do médico infectologista Marcos Caseiro; e da diretora dos cursos da área da saúde da Unisanta, Caroline Simões Teixeira.

O I Seminário Universitário Santa Cecília TV – Unisanta foi transmitido pelas redes sociais do Santaportal, e ficará disponível no canal do YouTube. Aos domingos, às 10h, os encontros do seminário são transmitidos pela Santa Cecília TV. Os encontros acontecem diariamente até o dia 17 de março.

O curso de Biomedicina da Unisanta está em seu primeiro ano, fato que foi celebrado pelos convidados do bate-papo virtual desta quinta. “É a primeira turma de Biomedicina, esse curso que traz bastante novidades, tem uma matriz acadêmica diferenciada inclusive em relação à atuação sobre a covid-19”, disse Caroline.

O coordenador do Curso, Dr. Carlos Eduardo, afirmou que a intenção do debate foi, além de discutir as questões relacionadas à pandemia, trazer informações verdadeiras sobre a covid-19. “Nossa intenção é trazer notícias verdadeiras. Não é fácil, então quanto mais informação correta a gente tiver, melhor”.

Já a Dra. Fátima Pires ressaltou os números de pessoas contaminadas pela Covid-19 no Brasil e na Baixada Santista para comentar. “No Brasil são 11 milhões de pessoas com covid, sendo que recuperados foram 9 milhões. As mortes já passaram dos 260 mil. É um número assustador. Na Baixada Santista, já são mais de 107 mil casos confirmados, sendo mais de 3 mil óbitos”.

Fátima também explicou sobre as diferenças entre os exames que detectam a covid em pacientes, que são oferecidos no laboratório Cellula Mater, e comentou sobre a rapidez e eficácia destes testes. Ela ainda ressaltou que no laboratório em que atua há um teste rápido reconhecido pela Fiocruz.

O infectologista Marcos Caseiro também participou da conversa entre especialistas, e ele reiterou a importância da Medicina e da Biomedicina andarem sempre de mãos dadas. “A questão do laboratório e da medicina, que andam sempre juntos, é que a gente não pode pôr nada no laboratório antes da doença existir e antes de fazer o questionamento do que procuramos no resultado do exame. A busca do exame laboratorial tem que ser fundamentada numa pergunta fundamentada numa clínica, que é ‘O que eu procuro no resultado desse exame?’”.

noticia2021311452475.JPG

Além de explicar detalhes sobre a ligação entre as duas disciplinas, o médico também falou sobre o tempo de produção de anticorpos contra a covid-19 no organismo humano:

“Dados já mostravam que a partir do sexto mês de doença, os anticorpos sobem, e depois começam a declinar. E a vacina veio para aumentar os anticorpos. Os dados mostram que os anticorpos contra a gripe comum declinam depois de um ano, então resumindo, estamos diante de uma doença que não produz uma imunidade longa e duradoura como acontece com o sarampo. Estamos diante de um vírus semelhante ao influenza, que todo ano precisa ter a imunização renovada. Provavelmente estamos diante de uma doença que nós vamos ter que ficar fazendo vacina periodicamente. Esses anticorpos não duram para sempre, esses dados são inequívocos.”

Caseiro também falou a respeito do tempo em que o vírus continua no corpo, mesmo que não seja detectado pelo exame PCR. “O pcr não detecta o vírus inteiro, ele detecta um pedaço do vírus. Há uma publicação em um jornal americano de medicina que diz que os antígenos do vírus podem ficar nas pessoas por 83 dias. Temos que trabalhar com esses testes na biomedicina juntos, para que não haja mais confusão entre as pessoas do que acerto. É importante trabalhar com a pergunta “por que eu estou fazendo o exame? O que espero encontrar?”, porque ainda não temos testes com tanta sensibilidade”.

O bate-papo foi aberto para debate entre os convidados, e também contou com a participação da audiência, que enviou perguntas em tempo real pelos comentários.

loading...

Este site usa cookies para personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Conheça a nossa Política de Cookies.