Prefeito de São Vicente cobra revisão de repasses aos municípios e solicita aporte federal na Saúde
Por Santa Portal em 14/03/2026 às 07:00
Em busca de novas soluções para ampliar o acesso da população às políticas públicas, o prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Pode), concluiu sua agenda em Brasília na última quarta-feira (11). Além de apresentar o seminário “Quem paga a conta? – Municípios subfinanciados, serviços defasados”, no Congresso Nacional, o chefe do Executivo vicentino solicitou, em reunião no Ministério da Saúde, a revisão dos repasses do Governo Federal para o custeio da saúde pública municipal.
O seminário apresentado pelo prefeito pautou a defasagem nos critérios adotados pelos entes federativos para a execução dos repasses às cidades brasileiras, sobretudo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Vice-presidente de Municípios Subfinanciados pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Kayo Amado tem reivindicado intervenções emergenciais por parte da União e do Estado, respaldado por dados que evidenciam essa discrepância.
Apesar de figurar entre as 100 maiores cidades do Brasil, São Vicente possui receita superior apenas à de cerca de 10% dos municípios do país, ocupando a 5.035ª posição em renda per capita.
“É um exemplo de que os governos Estadual e Federal não contribuem com o que deveriam para nos ajudar a custear o serviço público. Precisamos corrigir a fórmula dos indicadores que repassam os recursos, porque, no final das contas, quem paga a conta somos nós”, destacou Kayo.
Agenda no Ministério da Saúde
Na reunião com o supervisor administrativo da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Saúde, Humberto Tobé, Kayo Amado apresentou dados relativos à defasagem nos repasses da União para a manutenção dos serviços da saúde municipal, reiterando, mais uma vez, a necessidade de aporte da União.
Atualmente, a cidade recebe cerca de R$ 300 por habitante ao ano para prover políticas públicas no setor.
“Brasília é a terra que visitamos para destravar os problemas da nossa cidade. Precisamos de ajuda. Esse é um objetivo de vida: trabalhar para, além de custearmos um bom serviço para a Cidade, impactar diretamente na vida das pessoas”, enfatizou o prefeito vicentino.
Vale lembrar que o município garantiu, no início deste ano, R$ 10 milhões do Ministério da Saúde. Os recursos são destinados à manutenção dos serviços, custeio de insumos e outras demandas da rede municipal.