Alunos do EJA participam de projeto sobre impacto de poluentes na fauna marinha
Por Santa Portal em 05/11/2022 às 13:00
Alunos de Educação de Jovens e Adultos de São Vicente participam de projeto científico em parceria com Unesp. Tema do trabalho é o impacto de microplásticos na fauna marinha; camarões ficarão expostos entre os dias 7 e 11 de novembro.
Litopenaeus vannamei pode parecer um nome desconhecido para a maior parte das pessoas, mas quando traduzimos para ‘camarão branco do pacífico’, a ideia é de um saboroso prato, familiar ao paladar daqueles que apreciam frutos do mar.
De 7 a 11 de novembro esses crustáceos serão utilizados para uma importante pesquisa do Projeto Ciência na Escola, desenvolvido em parceria com a Unesp e que envolve alunos do Centro de Educação de Jovens e Adultos da Área Insular (Cejain), na Av. Capitão-mor Aguiar, 798 – Centro.
Na experiência, serão avaliados os efeitos do glitter no metabolismo da espécie. Após período de aclimatação no Laboratório de Aquicultura Sustentável/UNESP, em São Vicente, os animais serão levados ao Cejain, onde permanecerão em aquários individuais de 6 litros contendo água com salinidade 30, pH8,0 e temperatura 25ºC. Serão cinco dias de exposição a duas diferentes concentrações de glitter, com variações entre 0 e 50 mg/l.
A sala onde os experimentos estarão mantidos ficará sob supervisão dos professores de ciências Kátia Avelino e Fernando Garcia e um grupo de alunos já definidos. Os camarões serão alimentados diariamente com ração comercial de camarão marinho (Guabi), conforme explica uma das responsáveis pelo projeto, professora Vandilma Galindo, do Núcleo de Educação Ambiental (NEA) da Seduc.
Após o período de observação, serão comparados os impactos do material sólido utilizado na testagem.
Etapa final
A experiência marca a culminância do Projeto Ciência na Escola, promovido em parceria com a Unesp e que seguiu uma série de etapas. Inicialmente, os professores do Cejain tiveram aulas presenciais para atualizações de conteúdo, com discussões de temas como epistemologia da ciência e sua relação com o ensino e tópicos atuais de Biologia.
Em seguida, os docentes foram aos laboratórios dos pesquisadores para acompanhamento das atividades e elaboração do projeto. Agora, chega o terceiro momento, com desenvolvimento do projeto junto aos alunos, sob orientação de pesquisadores da Unesp.
No decorrer da semana, os alunos vão vivenciar as diferentes etapas da metodologia científica e discutir entre si e com os cientistas, em uma abordagem dialógica, todo o processo de construção de conhecimento e suas possíveis aplicações e implicações em sala de aula. Por fim, os participantes produzirão textos, que serão apresentados em um evento na universidade.
Aprender a fazer
O ensino de ciências hoje não está mais relacionado ao saber sobre, mas principalmente ao saber fazer. Uma das habilidades exigidas dos alunos da educação básica é entender e aplicar conteúdos para resolver problemas do seu cotidiano. Isso exige do professor outra postura em sala de aula, atuando não mais como transmissor de conteúdos, mas sim na condição de mediador, orientando na construção de conhecimento.