112 anos do Santos Futebol Clube: O fim da maior seca de títulos

Por Vinícius Figo em 11/04/2024 às 22:33

Divulgação / Santos FC
Divulgação / Santos FC

Dando sequência a série de reportagens especiais alusivas aos 112 anos do Santos Futebol Clube, a angústia do período sem títulos entre o Campeonato Paulista de 1984 e o Brasileirão de 2002, ambos contra o Corinthians, foi abordada em reportagem na Santa Cecília TV.

Era 2 de dezembro de 1984, mais de 110 mil pessoas foram ao Morumbi para acompanhar de perto a final entre Santos e Corinthians. A partida valia o título do Campeonato Paulista daquele ano.

“Eu olhei assim a arquibancada, dividiu ou tinha até mais no anel superior do Morumbi … Então ali o torcedor estava encantado com a nossa equipe… até falei para o pessoal no vestiário, quem estiver com medo ainda dá para voltar, mas ouvi um grito de guerra forte e vi que o time jamais iria perder (o título)”, relembra Serginho Chulapa.

O atacante foi o autor do gol da conquista, que deu o 15º título paulista na época. Sob presidência de Milton Teixeira, a equipe conseguiu superar o adversário que seria uma grande pedra no sapato no futuro.

O tempo passou, o Peixe não conseguia mais vencer um grande título. Em 1995, com Giovanni e companhia, a equipe bateu na trave. Após passar de forma heróica contra o Fluminense nas semifinais do Campeonato Brasileiro, o Alvinegro Praiano amargou o vice-campeonato para o Botafogo, em uma decisão repleta de erros cruciais do árbitro Márcio Rezende de Freitas.

O sentimento de quem estava no Pacaembu foi o pior possível. A equipe comandada por Giovanni encantou o Brasil. Era muito comum ver torcedores com os cabelos pintados de vermelho como o ídolo do time ou com o escudo desenhado na parte de trás da cabeça. O empate em 1 a 1, no jogo da volta, porém, tirou o título da Vila Belmiro e aumentou ainda mais a tristeza dos torcedores.

O jejum de títulos virou o milênio. Nos anos 2000, o Santos novamente ficou no quase nos campeonatos Paulista de 2000, perdendo para o São Paulo na final, e em 2001, eliminado para o Corinthians na semifinal.

Mas aí, os raios caíram na Vila Belmiro. Em 2002, a gestão de Marcelo Teixeira apostou na base e o time surpreendeu.

“O grupo estava recheado de Meninos da Vila, onde surgiu Diego, Robinho, Elano, Paulo Almeida.. Ainda contava com jogadores não tão badalados, na época”, explica Renato, meio campista daquela equipe.

Após ficar em oitavo, última posição que dava a classificação para a fase final do Campeonato Brasileiro, a equipe eliminou o embalado São Paulo nas quartas de final. Depois, o Grêmio, último campeão da Copa do Brasil, não conseguiu frear a ascensão dos Meninos da Vila, que na final reencontraram o Corinthians.

O Santos conseguiu uma vitória no primeiro jogo por 2 a 0. Com a vantagem para a partida decisiva, o Peixe chegou confiante no segundo jogo. Nos arredores do Morumbi, um clima muito hóstil para os torcedores do Santos. A grande final não seria um desafio simples para o time, nem para a torcida.

Em campo, Robinho, Elano e Léo marcaram para o Peixe, garantindo mais um resultado positivo: 3 a 2. Era o fim dos 18 anos sem títulos.

O fim do jejum de títulos veio acompanhado de uma fase de ouro. Em 2003, conseguiu o vice-campeonato da Libertadores da América, após duas derrotas dolorosas contra o poderoso Boca Jrs. No mesmo ano, terminou o Brasileirão, o primeiro de pontos corridos, em segundo lugar, atrás do Cruzeiro.

No ano seguinte, mais um título do Campeonato Brasileiro. Mas também não foi uma disputa tranquila, ficou apenas três pontos na frente do Athletico-PR. Mas o que trouxe contornos dramáticos para a conquista foi o que ocorreu ao longo do campeonato. No decorrer do Brasileirão, o Santos teve que superar adversidades como a ausência de Robinho (devido ao sequestro da mãe do jogador), polêmicas de arbitragem com gols anulados, severas punições a jogadores e perdas de mando de campo, sendo obrigado várias vezes a jogar fora da Vila Belmiro. Aliás, o jogo decisivo contra o Vasco, vencido por 2 a 1, aconteceu no Estádio Benedito Teixeira (Teixeirão), em São José do Rio Preto.

A série especial dos 112 anos do Santos Futebol Clube continua nesta sexta-feira (12), com o episódio final. Não perca!

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