Voluntários vão colaborar com limpeza de monumentos em Santos

Por #Santaportal em 12/03/2017 às 10:21

PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO – A Prefeitura de Santos gasta cerca de R$ 80 mil por ano para realizar a limpeza de monumentos. O mesmo valor é gasto anualmente para recuperar monumentos que são atingidos pela ação de vândalos. No ano passado a estátua do Corretor de Café, no Centro da cidade foi atacada três vezes.

O monumento Fundadores da Companhia Docas de Santos, da Praça Barão do Rio Branco, também teve uma parte arrancada. Combater essas ações dependem de uma grande camapnha de conscientização e de maior vigilância por parte do poder público. Mas a sociedade civil pode colaborar para manate preservado boa parte desse patrimônio. Um exemplo é a parceria da Secretaria de Cultura de Santos e escola de filosofia Nova Acrópole.

Neste mês os dois órgãos vão iniciar o projeto de limpeza voluntária dos 122 monumentos a céu aberto da Cidade. A ação envolve o corpo técnico da Secult e alunos da escola. A primeira limpeza está programada para o dia 18, a partir das 9h, na escultura de Saturnino de Brito, na orla do Gonzaga, em frente ao número 143 da Av. Presidente Wilson. A obra, confeccionada em bronze, foi inaugurada em 1969 e tem 3,50 metros de altura.

Saturnino de Brito, idealizador dos canais de Santos, é o Patrono da Engenharia Sanitária do Brasil. Todos os materiais de limpeza serão doados pelos voluntários. A parceria entre o poder público e organização teve início por meio da coordenadora de Museus e Galerias da Secult, Inês Rangel, que visitou a instituição para instruir os voluntários a respeito das técnicas de limpeza das obras. “Eles queriam prestar algum serviço voluntário na área cultural. Fui convidada a fazer palestra , em um encontro organizado pela instituição, e a parceria foi firmada”.

Diretora da unidade da Nova Acrópole em Santos, Beatriz Quaglia Pereira, explica a proposta. “A Nova Acrópole é uma escola com foco na filosofia, cultura e voluntariado. Esta ação que vamos desenvolver, além de ressaltar a memória histórica para os alunos, também é um compromisso cívico de resgate do patrimônio. A escola tem 80 alunos, mas creio que teremos grupos de cerca de dez participando de cada ação”.

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