Trabalhadores avulsos da capatazia discutem continuidade da paralisação da categoria

Por #Santaportal em 07/11/2016 às 08:38

PORTO DE SANTOS – Trabalhadores avulsos de capatazia do Porto de Santos se reúnem em assembleia hoje (7), às 9 horas, na moega 5 do armazém XL, para discutir sobre a continuidade da paralisação da categoria.

O motivo para o movimento é que as empresas ADM e Louis Dreyfus não querem mais utilizar mão de obra avulsa de capatazia do Sindicato dos Operários Portuários (Sintraport), escalada pelo órgão gestor Ogmo. A partir de janeiro, a Louis Dreyfus será substituida pelo Terminal de Exportação de Santos (Tes), que também pretende adotar a mesma medida.

De acordo com o presidente do Sintraport, Claudiomiro Machado, o Miro, as empresas pretendem operar com cerca de 170 empregados vinculados, o que prejudicaria os 1.600 trabalhadores que passam pelo local em sistema de rodízio.

Além disso, segundo Miro, as operadoras querem reduzir os ganhos dos trabalhadores pela metade. “E olha que estamos no meio de uma campanha salarial de data-base”.

A greve começou na última terça-feira (1º) apenas na operadora portuária ADM, mas foi ampliada na manhã de quinta-feira (3), prejudicando a logística no corredor. Juntas, as empresas ocupam 300 trabalhadores por dia, responsáveis pelos embarques de graneis sólidos que chegam ao porto em vagões.

Nota Sopesp
A Câmara de Graneis do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) informa que a proposta das empresasgraneleirasque atuam no Porto de Santos, de converter para o regime CLT as vagas que hoje são ocupadas por profissionais que atuam sob o regime de contratação temporária do Órgão de Gestão de Mão de Obra (OGMO), possibilitará ao empregado, uma série de benefícios.

Além daqueles previstos em lei, como 13º salário, FGTS, férias remuneradas de 30 dias por ano, abono de 1/3 de férias, licenças remuneradas (casamento, paternidade e maternidade), vale transporte e vale refeição –, a proposta dos operadores inclui benefícios tais como seguro de vida, expectativa de carreira, inclusão no Programa de Participação nos Resultados (PPR), bem como assistência médica e odontológica, estes extensíveis aos dependentes.

A proposta dos operadores portuários do setor graneleiro também proporcionará um ambiente mais seguro aos trabalhadores em suas operações devido aos treinamentos em segurança do trabalho e ambiental.

Trata-se de mais uma evidência da confiança dos operadores em bons resultados na cidade de Santos e no País, oferecendo novos empregos e oportunidades em regime de trabalho fixo, eliminando-se o risco do trabalhador avulso ficar indefinidamente ocioso em função das frequentes oscilações de demanda.

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