Secretário de Saúde de Santos fala sobre colapso no setor e orienta sobre uso das UPAs
Por #Santaportal em 10/11/2016 às 09:56
SAÚDE – O secretário de Saúde de Santos, Marcos Calvo, afirmou que um dos motivos do colapso no setor na Cidade ocorre porque 60% das pessoas que buscam o serviço, não se enquadram no perfil de pronto atendimento.
Conforme levantamento da pasta, realizado em setembro, outro fator para o agravamento do problema é a sobrecarga da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central, que recebe uma demanda muito grande de pacientes de outros municípios da região. A pesquisa indicou que, dos 20.752 atendimentos realizados no período, 7.500 foram a pacientes de municípios vizinhos.
Calvo alega que o problema se baseia na cultura dos brasileiros, que têm o costume de procurar a UPA para ter o problema resolvido imediatamente. “Situações mais simples, como uma dor na coluna persistente há semanas, a troca de receitas ou atestados são classificados como casos azuis.Nestas ocasiões, a pessoa não precisa vir a UPA”.
Para ele, o atendimento no local é de caráter emergencial e os usuários se beneficiariam muito mais se procurassem por atendimento programado. “Um paciente hipertenso, por exemplo, precisa passar em consultas regularmente, tomar medicação diariamente e fazer exames laboratoriais. Por isso, não terá atendimento diferenciado na UPA, pois ele tem de estar passando pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da região ou policlínicas de Santos”.
E por este motivo, é que a pasta lançou uma campanha para o uso racional dos serviços de saúde. De acordo com Calvo, a Cidade está com unidades onde a marcação de consultas é feita com muita agilidade. “Em alguns casos é possível conseguir agendamento em até uma semana ou prazos muito parecidos aos dos planos de saúde.