Santos suspende feira livre nesta quarta-feira para negociar restrições com feirantes

Por #Santaportal em 06/04/2021 às 20:35

SANTOS – O secretário de governo Flavio Jordão afirmou, em entrevista à TV Santa Cecília, que as feiras livres não devem ocorrer em Santos nesta quarta-feira (7). A decisão se deu porque os feirantes devem participar de uma reunião na prefeitura para apresentar uma contraproposta a respeito das restrições impostas pela fase emergencial.

Nesta terça-feira (6), em protesto, os feirantes não levaram nenhum produto para ser vendido na feira. Eles protestam pelo fato de barracas de utensílios domésticos, roupas e pastéis não poderem funcionar por não serem consideradas serviços essenciais. Além disso, barracas foram montadas em ruas onde, normalmente, não há feira, o que causou transtornos aos moradores.

O feirante Rodrigo Santos das Neves se indignou ao relatar sobre as mudanças. “Tiraram as barracas de alguns ramos e colocaram só de um lado da via. Bagunçaram as ruas onde a gente faz, vamos dizer assim. Tiraram algumas barracas de utensílios domésticos, flores, pastel, caldo de cana”.

Ele ainda relata sobre um abaixo-assinado que será apresentado para a prefeitura. “Foi feito um abaixo-assinado, porque a gente está pegando apoio da população, porque muitos desses pontos que eles remarcaram foram em pontos onde não existia feira, e pegou os munícipes de surpresa, que nunca tiveram feira em sua porta. Se a gente trouxesse mercadoria, não teria onde montar mediante aquilo que foi prescrito pela prefeitura”.

O secretário Flavio Jordão afirmou, em entrevista ao vivo no programa Caderno Regional, que amanhã a reunião com os feirantes acontece às 15 horas para que seja feita a contraproposta. “Nós estamos preocupados com todos os lados, a questão da saúde, mas a economia também é muito importante. Nós vamos tentar equilibrar”.

“A feira não vai acontecer amanhã, justamente porque vamos ouvir essa contraproposta dos feirantes, e na quinta-feira teremos uma outra possibilidade de feira. A proposta deles é fazer a feira dos dois lados da via, eles pedem para que os outros feirantes, que tiveram sua condição de trabalho revogada, por não serem essenciais, como pasteleiro ou algum comércio de roupas, voltarem”, relata.

Segundo Jordão, o motivo para que os feirantes de barracas consideradas não essenciais não poderem participar da feira na fase emergencial se dá porque os comerciantes que possuem estabelecimentos do mesmo tipo também não podem funcionar. “O comércio de rua desse tipo não pode trabalhar, então a feira também não pode trabalhar, isso é pelo Plano São Paulo. A gente descumpriu o Plano SP em alguns momentos e precisamos voltar atrás”.

Outras condições pedidas pelos feirantes incluem o controle de entrada de clientes na feira, com gradis, e maior fiscalização. “Mas outras condições que foram apresentadas são possíveis, como o fechamento e definição de um número de pessoas dentro da feira, uso de gradil. Na quinta-feira a gente vai estudar a possibilidade, a viabilidade e tempo para colocar as mudanças em prática”, finaliza.

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