Santos registra alta na inadimplência no primeiro mês do ano

Por Santa Portal em 02/03/2026 às 05:00

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Santos, no litoral de São Paulo, novamente registra alta na inadimplência. É o que mostra o levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgado pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Santos Praia.

Segundo a pesquisa, a cidade registrou, em janeiro de 2026, alta de (0,59%), número menor em relação a dezembro (1,02%), mas ainda preocupante. Na região Sudeste (1,15%) e no Brasil (0,85%) também houve crescimento.

Na variação anual, comparando janeiro de 2026 com janeiro de 2025, a alta acumulada em Santos é de (10,10%). Já na região Sudeste, o avanço foi de (8,89%), e no Brasil, de (9,39%).

Para o presidente da CDL Santos Praia, Nicolau Miguel Obeidi, a inadimplência é reflexo da situação econômica do país. “O primeiro mês do ano sempre traz muitas contas, como IPVA, IPTU e material escolar, entre outras despesas. Além disso, muita gente fez compras no Natal e começa a pagar em janeiro, o que pode virar uma bola de neve. Por isso, sempre orientamos que as pessoas procurem se organizar para não passar o ano com dificuldades”, analisou.

Como é feito o levantamento?

Os dados são divulgados mensalmente. Para a elaboração do levantamento, é verificado, na base de dados do SPC Brasil, se a quantidade de devedores e de dívidas aumentou ou diminuiu em relação ao mês anterior e no acumulado de 12 meses. A partir disso, é possível traçar um perfil por sexo, valor das dívidas, tempo de atraso, número de dívidas em atraso e setores com maior índice de inadimplência. A CDL não tem acesso a dados pessoais dos devedores.

Números de Santos

Em um recorte mais detalhado, a maior concentração de inadimplentes em Santos está na faixa etária de 50 a 64 anos (24,99%). Por sexo, a distribuição é equilibrada: (52,59%) são mulheres e (47,41%) são homens.

Valor das dívidas e tempo de atraso

Em janeiro de 2026, cada consumidor negativado da cidade devia, em média, R$ 6.286,82, considerando a soma de todas as dívidas.

Os dados mostram ainda que:

  • 25,06% dos consumidores tinham dívidas de até R$ 500;
  • 11,19% tinham dívidas de R$ 500,01 a R$ 1.000;
  • 17,78% tinham dívidas de R$ 1.000,01 a R$ 2.500;
  • 22,39% tinham dívidas de R$ 2.500,01 a R$ 7.500;
  • 23,57% tinham dívidas acima de R$ 7.500.

O tempo médio de atraso é de 29,5 meses (2 anos e 5 meses). Além disso, (35,59%) dos devedores estão inadimplentes entre 1 e 3 anos.

Número de dívidas em atraso

Em janeiro deste ano, o número de dívidas em atraso de moradores de Santos cresceu (1,59%) em relação a dezembro de 2025. O índice ficou abaixo do registrado na região Sudeste (2,15%) e da média nacional (1,88%).

Na comparação entre janeiro de 2026 e janeiro de 2025, o número de dívidas em atraso subiu (17,48%) em Santos. No Sudeste, a alta foi de (15,93%), e no Brasil, de (15,76%).

Em números absolutos, em janeiro de 2026, cada consumidor inadimplente em Santos tinha, em média (2,296 dívidas em atraso). O número ficou abaixo da média da região Sudeste (2,311 dívidas por pessoa) e acima da média nacional (2,259 dívidas por consumidor).

Setores com mais dívidas em atraso

O setor que mais registrou dívidas em janeiro, em Santos, foi o de Bancos (78,30%), seguido por Outros (9,28%), Água e Luz (6,15%), Comunicação (3,73%) e Comércio (2,54%).

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