Reunião da Codesp pode resultar em greve no dia 29 de junho no Porto de Santos
Por #Santaportal em 15/06/2015 às 10:10
SANTOS – Os empregados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) poderão paralisar as atividades no Porto de Santos no próximo dia 29 de junho. A proposta será discutida em uma assembleia na noite de segunda-feira (15). A Codesp representa 11 sindicatos laborais. A razão para a greve é a insatisfação com a proposta de 5% de aumento referente a campanha salarial de 2015 apresentada pela direção da Codesp.
A reunião será na sede do Sindicato dos Empregados da Administração Portuária (SINDAPORT) e contará com a presença dos colaboradores da estatal ligados ao Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras (SINDOGEESP), Sindicato dos Operários Portuários (SINTRAPORT), Sindicato dos Rodoviários (SINDROD), Sindicato dos Engenheiros (SEESP), Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (SINDPD) e Sindicato dos Empregados Desenhistas Técnicos, Artísticos, Industriais, Copistas, Projetistas Técnicos e Auxiliares (SINDESP).
Também irão estar presentes os doqueiros representados pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais (SJSP), Sindicado dos Administradores (SINASA), Sindicato dos Advogados (SASP) e Sindicato dos Contabilistas (SINCONSANTOS), além do sindicato anfitrião. Ao todo, as entidades representam cerca de 1.400 empregados.
Segundo o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, as negociações não evoluíram depois de algumas reuniões ocorridas nos últimos dias com os mandatários da Codesp e da Secretaria de Portos (SEP). “A empresa se diz impossibilitada de aumentar esse percentual e melhorar a proposta como um todo em razão da crise econômica, argumento que rechaçamos de imediato uma vez que não foram os trabalhadores os responsáveis por essa situação”, desabafa.
O Presidente ainda alega que a Codesp não quer garantir a data base da categoria, uma vez que sem ela, outros avanços obtidos ao longo de anos ficariam ameaçados. A proposta também seria um retrocesso na relação do capital e do trabalho. “Estão querendo mexer em cláusulas econômicas e sociais que constam dos acordos trabalhistas há anos, que seguramente vão refletir no bolso e na qualidade de vida dos companheiros. Alguns itens sob ameaça foram garantidos por decisões judiciais para não serem alterados ou retirados do instrumento normativo”, explica Cirino.
De acordo com ele, a proposta de 5% também foi oferecida aos trabalhadores da Companhia Docas de Vitória, no Espírito Santo. Então, decidiram paralisar o complexo portuário no ultimo dia 12 de maio.
A assembleia conjunta terá início às 19h, em primeira convocação, ou às 20h em segunda. “A participação dos companheiros ligados ao Sindaport e as entidades coirmãs é muito importante na noite de hoje, considerando que estaremos discutindo não apenas os termos da campanha salarial deste ano, mas também uma série de ameaças que, se concretizadas, poderão trazer consequências devastadoras para os empregados da Codesp”. O Sindaport fica na rua Júlio Conceição, 91, Vila Matias.