Qualidade de vida: audiência pública na Unisanta discute mobilidade urbana
Por #Santaportal em 18/02/2016 às 17:43
MOBILIDADE – Para que as propostas do Plano Municipal de Mobilidade Urbana atendam aos anseios e necessidades da população, a Prefeitura de Santos realizou ontem, no Consistório da Universidade Santa Cecília (Unisanta), a segunda audiência pública sobre o tema. O encontro, com participação de 60 pessoas, faz parte do processo preparatório para o envio do projeto de lei àCâmara Municipal, o que deve ocorrer até o final de março.
Na audiência, também foi apresentado o balanço prévio das propostas recebidas pelo hotsitewww.santos.sp.gov.br/mobilidade desde o início deste ano, sendo a maioria da região Leste (75%). Na divisão por temas, a maior parte (45%) foi referente a transporte coletivo, questão que também é a principal preocupação da estudante de engenharia ambiental Larissa Rodrigues, 28 anos, presente à audiência. “A participação é importante para poder opinar sobre as melhorias do transporte e mobilidade. Muitas vezes as pessoas reclamam, mas não fazem nada”.
Já o doutor em Engenharia e representante do Inova Paula Souza, Paulo Schroeder de Souza, 58, participou do encontro visando estudos e pesquisas nesta área por parte das escolas técnicas e faculdades de tecnologia estaduais. “Para mim seria importante um estudo para a mudança da sinalização das ruas e criação de novos traçados e caminhos, porque em horários de pico as ruas ficam afuniladas”, opina.
Empoderamento
“É importante empoderar o cidadão comum, para que ele participe do processo e traga a sua opinião para afinar as propostas”, destaca o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU), Nelson Gonçalves de Lima Junior. A criação doPlano Municipal de Mobilidade Urbana atende à política nacional do setor (lei federal 12.587 de 2012). O documento terá validade de 10 anos, podendo ser atualizado antes deste prazo, e prevê metas a serem atingidas em períodos de curto prazo (até 2,5 anos), médio (5) e longo prazo (10).
Balanço prévio da avaliação pela internet
>> 98% das pessoas acreditam que é importante residir próximo aos locais de compra e equipamentos de saúde, educação etc
>> 60% dizem que é fácil chegar a estes lugares.
>> 59% responderam que é fácil e rápido chegar em creches, escolas e prontos atendimentos.
>> 68% não consideram os coletivos e equipamentos de transporte fáceis de serem usados por pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida.
>> 43% acreditam que a rapidez é a qualidade mais importante que o transporte coletivo deve ter
>> 58% se deslocaria a pé se houvesse mais conforto
>> 73% não consideram que as decisões sobre os sistemas de deslocamentos levam em conta a opinião e necessidade dos munícipes
>> 88% não participam ou são representados em algum Conselho ou Comissão de discussão sobre mobilidade
>> 54% defendem a internet como a melhor forma de participar das decisões.