Praia acessível, em Santos, recebe maior público em uma só excursão

Por #Santaportal em 26/11/2015 às 16:24

SANTOS -O programa Praia Acessível, viabilizado em Santos pela Secretaria de Defesa da Cidadania, recebeu na quinta-feira (26) o maior público em uma só excursão: 260 pessoas vindas da região de Campinas. Vinte e nove vans transportaram 128 pessoas com deficiência e 132 acompanhantes.

Foram cerca de três horas de viagem com alunos da Apae e de outras instituições do interior até o Aquário. Sexta (27) são esperadas mais 100 pessoas, de Campinas, conduzidas pelo projeto Ligado, da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), de São Paulo.
A previsão é de mais três viagens em dezembro, totalizando 500 pessoas com deficiência participando do Praia Acessível, graças ao Ligado da EMTU.

O cadeirante Henrique Silva Paiva, 15 anos, morador de Campinas, viu o mar pela primeira vez. A emoção foi tanta que não notou o jardim da orla. “Eu imaginava que a praia era menor”.Sua mãe, Maria Rosa Silva Paiva, 36 anos, doméstica, contou que o filho ficou ansioso desde que soube da viagem, há dez dias. “Eu imagino que esse passeio vai motivá-lo, ainda mais que ele adora desenhar a natureza”.

Portadora de Osteogênese Imperfeita, Sirleide Ferreira Vidal, 15, conhece o mar do Maranhão, onde nasceu, mas adorou voltar a ver a praia depois de três anos morando em Campinas. “Está sendo divertido porque tem muita criança junto”.

Osteogênese Imperfeita, também conhecida como “ossos de vidro”, é uma condição rara do tecido conjuntivo, de caráter genético e hereditário, que afeta uma em cada 20 mil pessoas. A principal característica é a fragilidade dos ossos. A causa é uma deficiência na produção de colágeno do tipo 1, o principal constituinte dos ossos, ou de proteínas que participam do seu processamento. Não existe cura para a doença. Mais informarções com a Associação Brasileira de Osteogênese Imperfeita.

Ligado atende 4 mil famílias/dia

O presidente da EMTU, Joaquim Lopes, afirmou que o Ligado atende 4 mil famílias/dia nas regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas, em uma frota com 450 veículos adaptados. Explicou que o serviço começou em 2009, quando o transporte clandestino foi retirado do trabalho irregular e os motoristas passaram por capacitação para trabalhar com pessoas com deficiência.

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