Palestra sobre Segurança Cibernética discute perigos e ameaças na ACS

Por #Santaportal em 15/09/2015 às 18:41

SANTOS – A associação Comercial de Santos (ACS) realizou na segunda-feira (14) o evento Segurança Cibernética – riscos e ameaças. No local, foram debatidos dados como o aumento de 500% de ataques a computadores e sistemas na América Latina em apenas um ano e os prejuízos das empresas que, em 2014, sofreram roubos e fraudes eletrônicas, com até 0,32% do PIB (Produto Interno Bruto Nacional).

Ao todo, participaram da palestra 85 pessoas, dentre elas convidados e palestrantes. Roberto Clemente Santini, presidente da ACS, esteve na abertura e ressaltou o debate com especialistas. “O quanto os sistemas estão adequados para proteger empresas e pessoas de invasões virtuais? Será que as técnicas e sistemas tradicionais são adequados para nos proteger de ataques cibernéticos? Com certeza, é um encontro extremamente positivo e útil”, diz.

Ministrada pelo comandante da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea do Exército, General João Chalella Júnior, a primeira palestra debateu sobre os perigos digitais tanto para pessoas comuns quanto para empresas. “As ameaças entram nas nossas casas pelo computador, pelo celular, de diversas maneiras. Não existe sistema seguro. A segurança é a prevenção. A defesa cibernética é o equilíbrio daquilo que eu necessito e o valor daquilo que eu tenho pra defender”, explica o General.

Em seguida, o coronel Marques Pinto, subchefe do Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, apresentou o painel “Uma visão das ameaças cibernéticas na infraestrutura sensível do País” e exibiu aos participantes o funcionamento da Política Cibernética de Defesa. Nele, o investimento principal deve ser feito no ser humano, e não nas máquinas. “Se a gente não sensibilizar o profissional sobre a importância da segurança da informação, não adianta nada colocar sistemas seguros, caríssimos, utilizar senhas fortíssimas, porque nada disso vai adiantar”, conta.

Já o terceiro painel foi apresentado pelo diretor executivo da empresa Cybershield, Luiz Silva, que divulgou números alarmantes em relação aos ataques. “Além do aumento de ataques a computadores e sistemas na América Latina e de prejuízos, 62% dos funcionários demitidos roubam informações da empresa. Têm que existir normas e procedimentos para evitar isso. Qualquer empresa pode ser um alvo não só as grandes corporações. Até pessoas estão expostas”, declara.

Segundo o perito chefe do setor de TI da Superintendência da Polícia Federal de SP, Ismael Cabral Menezes, é preciso tomar como medidas a busca por tecnologias novas, treinamento, capacitação, mudança de cultura organizacional e a valorização do fator humano. O evento foi uma realização da ACSA, em parceria com a ABTRA, ABTTC, ANSP, CYBERSHIELD, REDBELT, SINDAMAR, SOPESP e UNIP.

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