Pacientes apresentam melhoras após tratamento com Pet Terapia
Por #Santaportal em 16/06/2015 às 14:11
PRAIA GRANDE – Especialistas defendem a Terapia Assistida por Animais (TAA) para reduzir a pressão sanguínea e cardíaca, melhorar o sistema imunológico e o bem estar geral, especialmente em crianças e adolescentes.
No Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, estes benefícios podem ser vistos de perto durante as visitas semanais aos internados, que contam com a participação da Organização Não-Governamental CâoAMor para prosseguir com a Pet Terapia.
Todas as quartas-feiras na ala pediátrica do hospital, os cães-terapeutas estimulam as crianças a comerem e caminharem, para assim estimular o intestino e acelerar a alta médica.
Os animais mais indicados para o trabalho são os de pequeno porte, que podem ser pegos no colo ou mesmo postos próximos aos leitos. Dentre as principais funções da TAA, estão a atuação como calmante e antidepressivo, a integração social e a elevação da auto estima do paciente, uma vez que desvia o foco da tensão emocional da internação ou tratamento.
Segundo a psicóloga Kelly Santana, da CãoAmor, uma das evidências de que este método funciona é o caso de um menino diagnosticado com tumor na cabeça, que havia sido abandonado pelos pais e estava deprimido e arredio. Com a presença dos cães, ele passou a interagir e brincar com eles. “Não posso afirmar que a pet terapia foi a única responsável pela cura. O que apuramos é que o garoto foi transferido para outro hospital e depois, em novo exame, o tumor havia desaparecido”, relata a psicóloga.
Kelly conta que mais de 30 cães-terapeutas são utilizados no trabalho e pertencem aos voluntários da ONG. Os animais são vacinados, vermifugados, com acompanhamento veterinário, e tomam banho antes das visitas para estarem com a saúde em perfeitas condições.
Além de atender crianças e adultos, a ONG também atua em outras instituições, como o Hospital Estadual Mário Covas e o Ambulatório de Oncologia Pediátrica da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, também mantidos pela Fundação do ABC (FUABC).