Morte de Eduardo Campos completa um ano e moradores ainda esperam indenizações

Por #Santaportal em 13/08/2015 às 09:37

SANTOS – Há exatamente um ano, um acidente aéreo assustou os moradores de Santos. A cidade se transformaria no palco para uma das tragédias que marcaria a história política do Brasil. Era uma manhã chuvosa e fria, quando uma aeronave perdeu altitude e se chocou contra alguns edifícios do bairrro do Boqueirão, matando sete pessoas, entre elas o candidato à Presidência da República Eduardo Campos, do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

O político viajava em um avião de modelo Cessna, que precisou arremeter (cancelar o pouso, ganhar altitude novamente e refazer os procedimentos para descida). A manobra culminou na queda da aeronave na rua Alexandre Herculano, próximo a rua Vahia de Abreu. Campos estava acompanhado por dois assessores, fotógrafo, cinegrafista, e dois pilotos bastante experientes.

O candidato era aguardado na Base Aérea de Santos, no Guarujá, de onde partiria para cumprir compromissos de campanha na região e para participar do último dia da 12ª edição do Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos. As horas iam passando e companheiros de partido, militantes e jornalistas deram lugar a expectativa para o encontro, à apreensão, pois logo começaram a surgir informações que o avião teria caído na cidade vizinha.

A queda do jatinho provocou danos estruturais em dez imóveis, deixou 11 feridos e vitimou o candidato e sua equipe. As causas do acidente ainda não foram totalmente esclarecidas e, de acordo com a Aeronáutica, as investigações encontram-se em fase final.

Uma investigação independente aponta para uma falha de projeto do jato que pode ter sido decisiva para a queda do avião, que atingiu os edifícios, duas casas e uma academia.

Consequências
As famílias que tiveram suas casas atingidas pelos destroços da aeronave sofreram consequências imediatas e ainda hoje lidam com os traumas causados pelo acidente. Dos 10 imóveis afetados, oito foram liberados no dia seguinte. Dois sofreram danos materiais significativos.

A academia Mahatma, na rua Alexandre Herculano, teve os fundos do estabelecimento destruído, porém realizou obras que permitiram o retorno às atividades no dia 13 de julho de 2015. A reforma só foi garantida com auxílo de amigos do proprietário Benedito Juarez Câmara.

Já Wanda Homem de Bittencourt, proprietária de uma das casas atingidas, não pode mais voltar a sua residência. Ela luta na Justiça por uma indenização que cubra seus gastos com reparos emergenciais à estrutura e a reconstrução da casa, que segundo laudo pericial, necessita de demolição.

Almerinda Batista Pinto, que se encontrava em seu apartamento no momento da queda do jato e escapou sem ferimentos, custeou os reparos à parede destruída por meio do seguro do prédio em que vive, mas os demais consertos foram pagos pela proprietária do imóvel.

Segundo as vítimas, até o momento nenhum representante do PSB ou da empresa responsável pelo jato entraram em contato para resolver a situação que está há um ano atrapalhando a vida dos moradores santistas.

Até o momento, a única família idenizada fechou um acordo com a empresa responsável pelo Cessna em outubro de 2014. Os valores não foram divulgados.

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