Morre Edmur Mesquita, aos 67 anos, por complicações da covid-19
Por Santa Portal em 12/02/2022 às 15:14
Morreu neste sábado (12) o ex-deputado estadual Edmur Mesquita. Ele estava internado em estado grave, em tratamento contra as sequelas da covid-19. Edmur foi hospitalizado no dia 31 de janeiro na Beneficência Portuguesa de Santos, e foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde faleceu.
Ele contraiu covid-19 em janeiro, após tomar as três doses da vacina, e há nove anos convivia com o Mal de Parkinson. Mesmo tendo se recuperado da doença, ele apresentou dificuldade para se levantar e cansaço, sequelas do vírus. Foi quando Edmur foi levado à Beneficência, em Santos, e apresentou piora, sendo transferido de unidade de saúde para a capital. O ex-deputado tinha um parente médico no Hospital das Clínicas. A situação era delicada, e Mesquita precisou ficar sedado, segundo o filho informou ao Santa Portal na última semana.
Durante a internação na UTI, o ex-deputado contraiu uma bactéria que comprometeu o funcionamento de órgãos como o coração, rins e pulmões. Ele faleceu por volta de 12h deste sábado, por uma infecção generalizada.
O velório será a partir das 9h no Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos, e o sepultamento acontece às 15h de domingo (13).
Nas redes sociais, amigos se despediram de Edmur contando sobre sua trajetória e agradecendo pelas orações. Ele deixa esposa, dois filhos e uma neta.
Vida na política
Em 1981, Edmur Mesquita foi diretor jurídico do Centro dos Estudantes e presidente do Diretório Acadêmico, na Faculdade Católica de Direito de Santos. Iniciou sua carreira em Santos, em 1982, quando elegeu-se vereador, o mais votado da cidade. Em 1988, reelegeu-se vereador e tornou-se presidente do Diretório Municipal do PSDB.
Logo após, foi nomeado secretário de Cultura de Santos em 1993 e, em 1995, foi chefe de gabinete da Secretaria de Cultura do Estado. Então, de 1999 a 2007, Edmur Mesquita foi deputado estadual.
Além disso, tentou ser prefeito de Santos algumas vezes, mas não obteve sucesso.
“Eu sempre tive a dimensão de que meu pai cultivou um caminho na política muito virtuoso, sempre pautado pela honestidade, pela preocupação com os valores, virtudes, e cultura também que foi uma causa importante na vida dele. Eu vejo isso se refletindo agora, nesse momento”, contou Rodrigo Simonsen.
“As pessoas que não o conhecem deram apoio. Mas as pessoas que o conhecem deram um apoio ainda mais contundente, contando episódios, falando da gentileza que meu pai sempre tratou todas as pessoas ao redor. Eu vi essas manifestações muitas vezes na minha vida, o carinho que ele conseguia despertar nas pessoas”, completou.