Morando nas palafitas, família luta por UTI caseira para salvar bebê
Por Noelle Neves/#Santaportal em 07/02/2021 às 08:34
SANTOS Há um ano, Ezequiel Júnior luta pela vida. Internado na UTI desde que nasceu por conta de microcefalia e atrofia muscular, a única maneira de receber alta do Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, e estar junto à família, é se tiver um quarto equipado com aparelhos de UTI. No entanto, a realidade é bem distante, visto que os pais não têm condições financeiras para arcar com as despesas.
O pequeno nasceu prematuro de 6 meses, com 905 gramas, após a mãe enfartar por conta da pré-eclâmpsia. Como consequência, Juliana Santos da Hora, de 37 anos, perdeu os movimentos na parte esquerda do corpo e hoje, se locomove com ajuda de uma cadeira de rodas.
A família morava de aluguel, mas o proprietário do imóvel subiu o valor a ser pago mensalmente, o que fez com que precisassem se mudar para um quartinho na casa da avó da criança, em cima de uma palafita, na Zona Noroeste, em Santos.
O espaço não comporta os pais e os outros 8 filhos. Então não acomodaria tudo o que o bebê precisa para sobreviver. Eu e minha esposa dormimos com os pequenos na cama. Como não temos mais colchões, meus filhos maiorizinhos precisam forrar o chão com cobertas. Lá não tem janela, sofremos com calor. Sem falar das baratas que passam por cima. Só por Deus, contou o pai Ezequiel Neves dos Santos, de 44 anos.

Foto: Arquivo pessoal
De acordo com ele, os médicos vistoriaram o local e consideraram impróprio para o bebê. Por isso, a família luta para arrecadar dinheiro o suficiente para conseguir uma nova casa, com espaço suficiente para montar a UTI caseira que Ezequiel Júnior necessita.
Atualmente, o pai recebe apenas R$ 1.000 como auxílio do INSS. Por conta do tempo que passa com os filhos e ajudando a esposa, não pode trabalhar. Não dá para um mês. Estamos tentando um auxílio para o meu filho há 9 meses e até agora nada. Estou correndo atrás de respaldo jurídico para tentar resolver o quanto antes, disse em entrevista ao #Santaportal .
A tia da criança, ao observar a situação delicada, decidiu criar uma vakinha online com meta de R$ 5 mil, valor bem abaixo do que o necessário para alugar uma casa e ainda montar uma UTI caseira. Porém, com mais de dois meses disponível, apenas 35% da quantia foi arrecadada.
A vakinha online está disponível para quem quiser e puder ajudar. Clique aqui para acessar. Além de dinheiro, a família precisa de fraldas no tamanho G, leite e alimentos para os filhos maiores.
Demais doações podem ser realizadas, basta combinar em um dos números abaixo.
99188-4267 Ezequiel
97419-4884 – Adriana